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Preço justo

Assisti a um debate televisivo entre um competente economista e um inteligente burocrata. Visava a formação dos preços de um determinado bem na situação em que a demanda explode, como se espera quando se realizar a Copa do Mundo no Brasil.

O economista, obviamente, insistiu que o preço será formado pelo equilíbrio entre a oferta (a quantidade disponível) e a procura (intensidade do desejo e renda) em cada mercado (como o de habitação, por exemplo).

O burocrata entendia que, em momentos “especiais”, era obrigação do governo fixar o “preço justo”. Era evidente que não poderia emergir qualquer compromisso porque argumentavam em universos diferentes: o economista tentando apelar para conceitos relativamente objetivos e o burocrata defendendo um conceito fluído e normativo.

Voltamos ao século 13. A ideia do “preço justo”, desenvolvida por são Tomás de Aquino, parece perseguir o governo. Ela fazia sentido na Idade Média quando a ausência de mercados bem organizados recomendava restrições éticas que proporcionassem algum controle sobre os preços.

Quase no mesmo dia do debate entre o economista e o burocrata, comemorava-se o sucesso de uma política de controle do uso de drogas que emprega viciados, em troca de uma pequena remuneração,o que é muito bom. No dia do pagamento, a demanda aumentou com a renda. Como a oferta de droga era fixa, o preço “explodiu”.

Existem basicamente duas formas de distribuir a quantidade finita de um bem (digamos, “alojamentos” ou “entorpecentes”), entre indivíduos cujo desejo somado de obtê-lo o excede: pela força ou pelo mercado. Nos dois casos alguém ficará insatisfeito, pela simples e boa razão que a oferta física é inferior à demanda física do mesmo bem. Como se resolve quem é e quem não é atendido?

Podemos discutir filosoficamente os problemas éticos envolvidos nas duas soluções, mas é preciso reconhecer que é impossível conciliar a demanda física de um bem com uma oferta física inferior a ela sem algum mecanismo de coordenação que “escolha” quem vai ser atendido.

O tabelamento apoiado na teoria do “preço justo” para funcionar precisa do poder de polícia. O efeito mais provável é que a oferta se reduza (a não ser que a polícia a constranja fisicamente) o que agrava o problema. E como se escolhe o “sortudo”? Ou na base do compadrio ou do suborno.

A solução do mercado é superior porque: 1) estimula o aumento da oferta e a escolha do “sortudo” é feita automaticamente pelo nível de renda que lhe permite pagar o preço do mercado e, 2) dispensa a “força” e o “suborno”.

Antonio Delfim Netto

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/antoniodelfim/2014/02/1407629-preco-justo.shtml

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Crise?

O assunto que tem dominado o noticiário econômico é a chamada crise dos países emergentes. Com sinais de recuperação mais sólida da economia norte-americana, espera-se que os emergentes venham a receber um influxo menor de capitais.

Assim, esses países terão que reduzir seus deficit externos, com exportações maiores e importações menores, o que requer que suas moedas se enfraqueçam relativamente ao dólar.

Esse processo guarda paralelos incômodos com o observado a partir de meados dos anos 1990, quando o aperto monetário nos EUA contribuiu para uma onda de desvalorizações, inicialmente no leste asiático, cujos efeitos foram particularmente destrutivos.

Vários países da região sofreram recessões bíblicas e as ondas de choque acabaram se propagando para todo o universo emergente, num fenômeno até então desconhecido de contágio financeiro. A crise russa de 1998 e o abandono do câmbio administrado do Brasil em 1999 se devem, entre outros fatores, também à propagação daquele terremoto original.

Não é acidente, portanto, a reação de mercados financeiros à (perspectiva de) alteração da política monetária americana. Quando o mamute se ajeita, a loja treme.

Isto dito, em que pesem certas semelhanças ao ocorrido então, há diferenças substantivas. Para começar, enquanto no final dos anos 1990 a imensa maioria dos países emergentes adotava regimes de câmbio administrado, hoje, pelo contrário, moedas flutuantes predominam. Duas implicações são importantes.

Em primeiro lugar, o regime flutuante costuma desestimular a tomada de empréstimos externos por parte de empresas (e famílias), pois o risco de desvalorização (portanto aumento da dívida em moeda nacional) é elevado.

Já sob câmbio administrado é comum o oposto: a percepção de estabilidade da taxa de câmbio incentiva a formação de elevados passivos externos. Assim, quando a desvalorização ocorre, em geral é acompanhada de crise financeira e forte queda do produto.

Em segundo lugar, quando a taxa de câmbio é administrada, os bancos centrais relutam em permitir a desvalorização (até pelo motivo acima), o que os obriga a elevar fortemente a taxa de juros para impedir a fuga de capitais, com efeitos negativos sobre o PIB.

Caso, porém, a taxa flutue, o BC não tem a obrigação de defender a moeda, apenas moderar o impacto da desvalorização sobre os preços domésticos, o que tipicamente requer movimentos de taxas de juros bem mais modestos do que os necessários para manter uma paridade ameaçada pela mudança de rumo dos fluxos de capitais. Taxas de câmbio flutuantes, portanto, ajudam a “isolar” a economia doméstica das alterações do ambiente externo.

Adicionalmente, escaldadas precisamente pela crise de 1997-99, economias emergentes acumularam uma grande quantidade de reservas, o que também ajuda a mitigar as ondas de choque oriundas da reorientação da política monetária americana.

Nesse aspecto, parece exagero comparar o atual processo ao ocorrido no final dos anos 1990. A desvalorização das moedas emergentes, mais que sinal de fraqueza, é parte central da funcionalidade do regime.

Isto dito, não decorre do exposto acima que todos os emergentes estejam bem. Há divergências importantes, que resultam das políticas adotadas durante os anos de capitais abundantes.

Países que mantiveram políticas sólidas, controlando gastos e mantendo a inflação na meta, hoje conseguem atravessar a turbulência de forma muito mais suave. Quem, por outro lado, desperdiçou a bonança com políticas equivocadas agora paga o preço do descontrole, como é claro nos casos de Argentina e Venezuela.

Já no Brasil a falta de cuidado com a inflação nos últimos anos vai nos custar ainda mais. Partindo de inflação alta e expectativas idem, o BC terá que trabalhar mais duro para evitar os efeitos inflacionários da desvalorização. Não foi, como bem sabem os 18 fiéis, por falta de alerta.

Alexandre Schwartsman

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/alexandreschwartsman/2014/02/1407663-crise.shtml

O mês de Janeiro não foi bom para quem investe no mercado de capitais, o Índice Bovespa largou muito mal em 2014, após ter levado um tombo 15,5%, durante o ano de 2013.

Janeiro deste ano foi na contramão do tradicional desempenho positivo da renda variável brasileira no primeiro mês do ano, dessa forma a Bovespa  acumulou perdas de 7,51%, a maior queda desde os 10,77% de janeiro de 1995.

Nesse primeiro mês do ano o mercado só não foi pior que a NTN-B Principal com vencimento em 15/05/2035, que teve queda de 10,52%

Listei aqui algumas ações que apresentaram resultados positivos em meio a maré de crise do mercado interno:

Empresa Ticker Setor %
OI OIBR4 Telecomunicação 16
Brookfield BISA3 Construção Civil 14,8
Marfrig MRFG3 Alimentação 4
Telefônica VIVT4 Telecomunicação 3,9
Suzano SUZB5 Papel e Celulose 3
CESP CESP6 Energia 2,9
TIM TIMP3 Telecomunicação 2,5
DASA DASA3 Saúde 2

Já na contramão do mercado acionário tivemos uma disparada do ouro, que fechou o mês em alta de 7,29%, seguido pelo dólar que fechou com saldo positivo de 3,42%.

A poupança continuou na mesma situação, morna, tanto a poupança nova quanto a antiga apresentou alta de 0,55%.

 

A Cidade de  Xangai, na China, é a cidade no mundo onde é mais caro comprar e manter um carro. O dado vem de um estudo da Economist Intelligence Unit (EIU), unidade de pesquisas da The Economist, publicado no blog Graphic Detail.

O ranking considerou o preço médio de aquisição de carros novos e a manutenção por três anos (2010-2012). Apesar de mostrar o maior custo, Xangai vem reduzindo esse valor. Os três anos pesquisados mostraram um preço 16,3% menor do que no período entre 2005 e 2007 (em dólares).

A pesquisa avaliou os preços em 14 grandes cidades mundiais. Além dos valores para comprar um carro, na manutenção entraram gastos com impostos, registros, seguro e combustíveis.

Na lista, São Paulo ficou em segundo lugar. Na cidade, os preços subiram 23,9% do período de 2005 – 2007 para 2010-2012.

Sem considerar valores absolutos, a cidade que mais viu custos aumentarem foi Roma, com uma alta de 51,3%.

Confira:

Ranking Cidade Variação de custos entre 2005/07 e 2010/12
Xangai (China) -16,30%
São Paulo (Brasil) 23,90%
Délhi (Índia) 45,90%
Roma (Itália) 51,30%
Sydney (Austrália) 7,20%
Berlim (Alemanha) 2,10%
Amsterdam (Holanda) -10,60%
Moscou (Rússia) -18%
Paris (França) 13,20%
10º Londres (Inglaterra) -1,50%
11º Tóquio (Japão) 3,30%
12º Nova York (Estados Unidos) -8,10%
13º Toronto (Canadá) -6,60%
14º Zurique (Suíça) 15,30%

Fonte: Site Exame, http://exame.abril.com.br/economia/noticias/as-cidades-mais-caras-para-comprar-e-manter-um-carro

A que ponto chegou à violência!

Agora nem o filho do próprio Governador pode andar tranquilo na Cidade e o pior no bairro Sede do Governo Paulista.

Depois que foi divulgada essa tentativa de assalto ou atentado, mais uma vez fica evidenciada a fraqueza de nossa Segurança Pública.

Há meses atrás a filha do Vice-Governador passou pela mesma situação também na mesma região, como nada foi feito a bandidagem resolveu atacar mais ainda.

Em dias de manifestações pudemos observar um grande contingente de policiais nas ruas, mas passando esses dias as ruas voltam a ficar órfãs de policiamento preventivo.

O banditismo esta se tornando cada vez mais forte, enquanto observamos um Estado tímido, fraco e impotente diante da ação de criminosos cada vez menos intimidados, que ousadamente assaltam inúmeras casas no bairro do Morumbi, sito esse bairro em especial, porque aquela região deveria servir de exemplo em termos de policiamento.

Uma vez que lá fica a Sede do Governo Estadual, mas se nem a família do governador pode andar tranquila a menos de um quilometro de sua residência, oque esperar da Segurança no resto do Estado?

A meu ver existe muita fala e pouca ação nesse setor, recentemente o Governador disse que daria um bônus aos policiais que reduzissem a criminalidade em suas jurisdições, acredito que eles até mereçam esse bônus, mas a grande é a seguinte; não adianta dar bônus se o profissional não é preparado, tratando civis e bandidos como igualas o bônus não resolvera o problema de armamento precário, muitos bandidos tem armamento israelense já a polícia.

Falamos muito sobre as guerras civis e conflitos étnicos no resto do mundo, porem nos esquecemos ou não nos damos conta que vivemos num pais dominado pelo medo, segundo estatísticas morrem mais pessoas aqui do que em guerras civis.

Nesses casos de guerra civil por mais insano que seja, eles tem um objetivo já aqui o fruto dessas mortes muitas vezes é um simples susto durante um assalto.

Muitas vezes em nosso trabalho nos sentimos mal, sabe aquela promoção? Não veio. Aquele aumento de salário? Também não veio. Aquela oportunidade de intercambio entre setores? Foi pro colega.

Nessa hora a única coisa que temos a fazer é se perguntar se estamos no caminho certo, veja se você esta enquadrado em algum dos itens abaixo e procure corrigir sua postura.

Fazer muitas perguntas

Profissionais que, ao menor sinal de dificuldade, correm atrás do gestor pra resolver problemas são vistos com maus olhos. Esse tipo de ação pode soar ainda pior caso você tenha dúvida sobre algo que deveria saber.

Uma saída para essa situação é prestar  atenção quando seu gestor repassar as tarefas, e tentar encontrar maneiras de resolvê-las sozinho.

Responder a pergunta errada

Não existe nada pior quando fazemos um questionamento ao nosso funcionário e ele responde outra coisa.

Isso significa falta de atenção com o trabalho ou desleixo.

Para evitar esse tipo de situação constrangedora, preste sempre atenção no que é perguntado e responda literalmente, caso não saiba, diga ‘não sei’.

Criar um caos sem motivo aparente

Se um projeto vai mal, você procura desesperadamente respostas explora soluções? Você chama a responsabilidade pra si?

Se você respondeu não ao menos em uma questão, é melhor mudar sua postura, uma vez o caos instalado, o bom funcionário procura respostas e soluções, procurar um bode expiatório não resolverá a questão e só trará mais discussões internas.

Mostrar-se com problemas sem soluções

Imagine se o seu funcionário trás apenas problemas? Oque você faria com ele? Quando contratamos um colaborador, esperamos que aquela pessoa nos traga soluções, do contrário deixaríamos a vaga em aberto.

Portanto tenha foco em soluções, e ao apresentar um problema, apresente também a solução.

Desmerecer o líder

Por pior  que seja seu líder, ele sempre o será, picuinhas e futricas diárias não resolveram seus problemas. Apenas aumentaram porque além dos problemas diários, você também terá um chefe rancoroso no seu pé e isso não é bom.

Se existe algo em seu chefe que você não gosta, nada melhor que uma conversa olho no olho.

 

O Governo sueco diz não querer mexer no dinheiro dos contribuintes. A Suécia já tinha sido anfitriã da competição no verão de 1912 e tentava agora tornar-se primeira cidade a receber os Jogos nas duas estações, verão e inverno.

Tenho repetido várias vezes que esses grandes eventos esportivos mundiais no frigir dos ovos não trás lucro para o pais sede do mesmos.

E para provar que sempre tive certo dessa vez a Suécia abriu mão de sediar os jogos olímpicos de inverno de 2022.

Para realização dos Jogos Olímpicos de Inverno, o Comitê Olímpico orçou 10 bilhões de coroas suecas, o que equivale a aproximadamente R$ 3,6 bilhões. Por isso, o Partido Democrata Cristão (Kristdemokraterna) criticou a possibilidade de Estocolmo ser sede. No sábado (18), foi comunicado que o partido considerava de grande risco financeiro a especulação com o dinheiro dos contribuintes.

E não foi somente a Suécia que rejeitou sediar jogos desse porte, em Novembro de 2013, foi realizado um referendo em Munique e 52% se colocou contra o mesmo evento, os altos investimentos necessários aos jogos olímpicos, além dos impactos ambientais associados a esse grande evento, pesaram mais para os alemães.

Acredito que muito da decisão desses países se devem a experiência de Portugal que sediou a Eurocopa 2004 recentemente os portugueses começaram a demoliram alguns Estádios devido aos altos custos de manutenção.

Sem falar na Espanha e Grécia que foram a bancarrota depois de sediarem eventos mundiais, é claro que esses países não quebraram por conta de Copa do Mundo ou de Olimpíadas já existiam problemas anteriores porem com o advento da enorme soma de recursos para tais eventos esses países vieram a passar por dificuldades.

Enquanto isso no Brasil, seguimos firme em direção a Copa do Mundo em alguns meses e depois as Olimpíadas de 2016. Espero que aqui a situação seja diferente!