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Posts Tagged ‘crise’

O assunto que tem dominado o noticiário econômico é a chamada crise dos países emergentes. Com sinais de recuperação mais sólida da economia norte-americana, espera-se que os emergentes venham a receber um influxo menor de capitais.

Assim, esses países terão que reduzir seus deficit externos, com exportações maiores e importações menores, o que requer que suas moedas se enfraqueçam relativamente ao dólar.

Esse processo guarda paralelos incômodos com o observado a partir de meados dos anos 1990, quando o aperto monetário nos EUA contribuiu para uma onda de desvalorizações, inicialmente no leste asiático, cujos efeitos foram particularmente destrutivos.

Vários países da região sofreram recessões bíblicas e as ondas de choque acabaram se propagando para todo o universo emergente, num fenômeno até então desconhecido de contágio financeiro. A crise russa de 1998 e o abandono do câmbio administrado do Brasil em 1999 se devem, entre outros fatores, também à propagação daquele terremoto original.

Não é acidente, portanto, a reação de mercados financeiros à (perspectiva de) alteração da política monetária americana. Quando o mamute se ajeita, a loja treme.

Isto dito, em que pesem certas semelhanças ao ocorrido então, há diferenças substantivas. Para começar, enquanto no final dos anos 1990 a imensa maioria dos países emergentes adotava regimes de câmbio administrado, hoje, pelo contrário, moedas flutuantes predominam. Duas implicações são importantes.

Em primeiro lugar, o regime flutuante costuma desestimular a tomada de empréstimos externos por parte de empresas (e famílias), pois o risco de desvalorização (portanto aumento da dívida em moeda nacional) é elevado.

Já sob câmbio administrado é comum o oposto: a percepção de estabilidade da taxa de câmbio incentiva a formação de elevados passivos externos. Assim, quando a desvalorização ocorre, em geral é acompanhada de crise financeira e forte queda do produto.

Em segundo lugar, quando a taxa de câmbio é administrada, os bancos centrais relutam em permitir a desvalorização (até pelo motivo acima), o que os obriga a elevar fortemente a taxa de juros para impedir a fuga de capitais, com efeitos negativos sobre o PIB.

Caso, porém, a taxa flutue, o BC não tem a obrigação de defender a moeda, apenas moderar o impacto da desvalorização sobre os preços domésticos, o que tipicamente requer movimentos de taxas de juros bem mais modestos do que os necessários para manter uma paridade ameaçada pela mudança de rumo dos fluxos de capitais. Taxas de câmbio flutuantes, portanto, ajudam a “isolar” a economia doméstica das alterações do ambiente externo.

Adicionalmente, escaldadas precisamente pela crise de 1997-99, economias emergentes acumularam uma grande quantidade de reservas, o que também ajuda a mitigar as ondas de choque oriundas da reorientação da política monetária americana.

Nesse aspecto, parece exagero comparar o atual processo ao ocorrido no final dos anos 1990. A desvalorização das moedas emergentes, mais que sinal de fraqueza, é parte central da funcionalidade do regime.

Isto dito, não decorre do exposto acima que todos os emergentes estejam bem. Há divergências importantes, que resultam das políticas adotadas durante os anos de capitais abundantes.

Países que mantiveram políticas sólidas, controlando gastos e mantendo a inflação na meta, hoje conseguem atravessar a turbulência de forma muito mais suave. Quem, por outro lado, desperdiçou a bonança com políticas equivocadas agora paga o preço do descontrole, como é claro nos casos de Argentina e Venezuela.

Já no Brasil a falta de cuidado com a inflação nos últimos anos vai nos custar ainda mais. Partindo de inflação alta e expectativas idem, o BC terá que trabalhar mais duro para evitar os efeitos inflacionários da desvalorização. Não foi, como bem sabem os 18 fiéis, por falta de alerta.

Alexandre Schwartsman

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/alexandreschwartsman/2014/02/1407663-crise.shtml

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Agora que a crise parece ter passado e no apagar das luzes de 2009, podemos avaliar com mais tranqüilidade a situação de algumas empresas, umas muitos penalizadas pela crise e pela conjuntura externa, enquanto outras sofreram apenas alguns arranhões.

O maior recuo nos lucros foi apresentado pela Vale, que viu seus ganhos caírem 61% na base anual. Do lado positivo, o destaque fica com a CSN, que reportou uma alta substancial de 2.775% em seu lucro líquido, impactado positivamente pela incorporação da Big Jump Energy Participações pela Namisa.

Considerando as empresas que compõem  a carteira teórica do Ibovespa, os lucros do terceiro trimestre somaram R$ 30,3 bilhões. Na base de comparação anual, o número representa uma queda de 2,9%.

Lucro Líquido (em R$ milhões)

Empresa Setor 3T09 (A) 3T08 (B) % (A/B) 2T09 (C) % (A/C)
ALL Transportes 58 117 -50,68% 60 -3,66%
AmBev Consumo e Varejo 1.231 1.163 5,80% 1.376 -10,52%
B2W Consumo e Varejo 13 22 -38,24% 14 -1,60%
BM&F Bovespa Financeiro 246 236 4,33% 188 30,68%
Bradesco Financeiro 1.811 1.910 -5,18% 2.297 -21,16%
Bradespar Financeiro 186 700 -73,35% 488 -61,81%
Banco do Brasil Financeiro 1.979 1.867 6,00% 2.348 -15,72%
Brasil Telecom Telecom 259 210 23,33% -722
Braskem Petroquímico 645 -819 1.156 -44,20%
BRF Consumo e Varejo 211 -1.633 129 63,57%
CCR Transporte 185 219 -15,68% 182 1,70%
Celesc Energ e Saneamento 26 43 -40,28% 84 -69,65%
Cemig Energ e Saneamento 567 516 9,88% 524 8,21%
Cesp Energ e Saneamento 255 -114 714 -64,29%
Comgás Petróleo e Gás 97 168 -42,36% 80 21,21%
Copel Energ e Saneamento 284 286 -0,58% 290 -1,94%
Cosan Consumo e Varejo 173 -381 337 -48,59%
CPFL Energ e Saneamento 290 344 -15,70% 289 0,35%
Cyrela Realty Imobiliário 264 78 239,03% 157 68,14%
Duratex Industrial 609 103 488,69% 45 1254%
Eletrobrás Energ e Saneamento 454 2.113 -78,52% -2.090
Eletropaulo Energ e Saneamento 253 148 70,92% 155 63,52%
Embraer Industrial 222 -39 467 -52,47%
Gafisa Imobiliário 64 14 340,31% 58 10,30%
Gerdau Siderúrgico 601 752 -20,06% -81
Gerdau Met Siderúrgico 276 291 -5,14% -54
GOL Transporte 78 -511 354 -77,98%
Itaúsa Financeiro 856 919 -6,86% 1.008 -15,07%
Itaú Unibanco Financeiro 2.268 2.551 -11,09% 2.571 -11,79%
JBS Consumo e Varejo 152 694 -78,17% 173 -12,30%
Klabin Papel e Celulose 183 -256 306 -40,26%
Light Energ e Saneamento 67 204 -67,16% 121 -44,63%
Lojas Americanas Consumo e Varejo 37 7 444,78% 4 796,05%
Lojas Renner Consumo e Varejo 31 28 7,75% 48 -36,01%
MMX Mineração -27 -343 -92,08% 27
Natura Consumo e Varejo 190 160 19,10% 168 13,01%
NET Telecom 246 -63 130 89,23%
Pão de Açúcar Consumo e Varejo 171 67 156,76% 132 29,84%
Petrobras Petróleo e Gás 7.303 9.843 -25,81% 7.734 -5,58%
Redecard Financeiro 333 282 18,14% 343 -3,00%
Rossi Residencial Imobiliário 62 36 72,22% 51 21,09%
Sabesp Energ e Saneamento 196 231 -15,32% 465 -57,88%
CSN Siderurgia 1.150 40 2775% 335 243,55%
Souza Cruz Consumo e Varejo 304 283 7,27% 479 -36,50%
TAM Transportes 348 -664 789 -55,89%
Telemar Telecom 64 222 -71,17% -146
Telemar Nor Leste Telecom 66 384 -82,81% -178
Telesp Telecom 600 587 2,20% 545 10,10%
TIM Telecom 61 -12 -15
Transmissão Paulista Energia e Saneamento 219 231 -5,37% 220 -0,44%
Ultrapar Petroquímico 133 122 9,02% 93 43,01%
Usiminas Siderúrgico 454 588 -22,79% 369

23,04%

Fíbria

Papel e Celulose

181

-586 533

-66,04%

Vale Mineração 3.003 7.753 -61,27% 1.466 104,84%
Vivo Telecom

340

134 153,92% 172

97,22%

Ibovespa 30.326 31.245 -2,94% 26.786

13,21%

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Muito se discute a respeito da normalização do cenário para a economia e os mercados. Alguns sinais positivos de indicadores alimentam perspectivas de recuperação, de volta à normalidade. Mas a forma com que esta crise está sendo conduzida pede um olhar mais à frente. A herança da política de gastos agressiva dos governos vai além de expectativas de inflação; pode alterar os antigos padrões de equilíbrio.

Em uma análise macroeconômica, Curt Custard, estrategista do banco suíço UBS, procura o provável para o pós-crise. Não as condições para retomada dos mercados, mas as cicatrizes que ficarão para os próximos cinco ou dez anos. Encontra um retrato bem diferente. “Há uma imensa inversão de corrente macroeconômica em andamento”. Como resultado: aposta em crescimento irregular e expectativa de inflação.

Fim da moderação
Após as gestões Greenspan e Volcker, entre outros, os últimos vinte e cinco anos foram marcados por uma moderação macroeconômica na visão de Custard, que caminha para seu final. Nos últimos anos, as políticas foram conduzidas se aproveitando da oportunidade de inflação reduzida para montar um cenário de baixa regulação, em que consumidores, investidores e corporações se alavancaram.

Esta relativa liberdade resultou em algumas bolhas, como a “.com” e a crise de crédito. Desta vez, as autoridades assumiram o andamento das coisas e injetaram milhares de bilhões de dólares para revigorar a economia. A incerteza de como este estímulo sem precedentes irá funcionar deve desafiar a credibilidade dos reguladores para Custard.

Um alerta
Esta incerteza, na opinião do estrategista, deve alimentar expectativas inflacionárias, o que terá ramificações nos retornos dos investimentos. “Com a incerteza rondando futuros avanços da inflação, os investidores irão demandar um prêmio adicional pelo risco em suas aplicações”, conclui.

Tomando por base o impacto desta visão sobre a demanda pela renda variável, por exemplo, fica a expectativa de pressão sobre os preços, “levando a um equilíbrio mais baixo dos retornos”.
Voltando ao momento atual, os mercados acabam de passar por uma correção dolorosa, que chegou a assustar muitos investidores, que reagiram com mais emoção que racionalidade em suas decisões. Custard deixa um alerta: “as experiências reais dos investidores impactam sua disposição para tomar risco e suas futuras decisões na alocação dos recursos”.

Fonte: Infomoney

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Estou quebrado. Devo R$ 15.000,00 na universidade; com aproximadamente 40 cheques devolvidos na praça; telefone cortado por falta de pagamento, valor dessa dívida?  R$ 5.000,00. Meu cartão de crédito também está no vermelho, estou devendo R$ 4.000,00, minhas dívidas bancárias somam R$ 2.000,00. Já estava esquecendo devo também duas financeiras, essa dívida está em torno de R$ 2.000,00 em cada uma sem falar nos juros.

Minha renda atual é de R$ 3.000,00. Além disso, tenho uma poupança em torno de R$ 2.000,00. Quero muito pagar meus credores, mas não sei por onde começar. Minha maior sorte é morar com meus pais, mas infelizmente eles não podem me ajudar.

 

Essa poderia ser minha história, pode ser a sua ou a de qualquer pessoa, infelizmente muitos quebram e depois da quebra não a muito que fazer. É torcer para não perder o emprego e começar do zero. Calma! Nem tudo está perdido.

 

Como nosso amigo fará para sair dessa crise?

 

Seguem algumas dicas.

 

Nosso amigo precisará estabelecer metas e prazos para reduzir seu endividamento, o primeiro corte será na sua faculdade, falaremos sobre essa parte no final.

 

• Em primeiro lugar nosso amigo deve acabar com todos os gargalos, isso significa cinema, teatro, barzinho, balada, viagem, roupas novas (apenas em último caso, exemplo quando o sapato estiver furado e a camisa rasgada). Presentes? Nem em último caso. Se for possível é recomendado levar marmita ao trabalho e vender o vale refeição. Nesse momento é necessário economizar em tudo.

 

• Quais as primeiras dívidas a serem pagas?

 

As financeiras, pois os juros são altíssimos, para se fazer um novo refinanciamento. Se ele propuser pagamento à vista, o valor da dívida pode sair bem mais em conta. Por exemplo, na financeira A, ele deve R$ 1.800,00, com os juros para um refinanciamento num prazo de 10 meses, ele não vai pagar menos de R$ 2.900,00, um financiamento caríssimo para quem já está afogado, se propuser pagamento à vista ele deve pagar algo em torno de R$ 1.800,00, ou seja, uma diferença de R$ 1.100,00.

 

• O cartão de crédito deve ser pago em no máximo três parcelas, como a renda de nosso amigo é de R$ 3.000,00, ele não tem renda para pagamento à vista, mas ele pode parcelar o ideal seria uma entrada de R$ 2.000,00 e dividir o restante em duas vezes. O prazo para o pagamento vocês já notaram é sempre curto, porque quanto mais parcelas, maior o juro bancário.

 

• Após pagar financeiras e cartão de crédito, ele deve pagar os bancos, pois os mesmos são uma importante fonte de crédito e é fundamental estar em dia com César. No caso dos bancos é fundamental pagar a dívida inteira e nunca com descontos, dessa forma você evitará restrições internas futuras, alguns bancos concedem descontos na dívida de seus clientes com muito atraso, mas o crédito nesse caso ficará restrito na Instituição. As casas bancárias sempre deixam isso claro na hora da negociação, mas é interessante para ambos o pagamento integral, para o banco que aumentará a receita e para o nosso amigo que poderá usufruir de um financiamento futuro, no caso de aquisição de um imóvel.

 

• E por último vamos falar sobre a dívida maior, a universidade, geralmente tem uma taxa de juros bem mais baixa que a de um cartão ou financiamento bancário. Em primeiro lugar será preciso sacrificar um semestre na universidade, e seguir os passos apresentados até agora. Porque fazer isso? Em primeiro como já falamos é por conta dos juros e segundo porque devendo apenas a faculdade ele poderá dar uma entrada de R$ 5.000,00. Como se ele ganha R$ 3.000,00? Lembra da poupança de R$ 2.000,00? Somando o salário mais essa poupança ele terá R$ 5.000,00. Com essa entrada ele ainda estará devendo R$ 10.000,00, que poderá parcelar em seis vezes pagando aproximadamente R$ 1.700,00 mês.

 

O próximo semestre ainda será apertado para nosso colega, porque ainda estará pagando a dívida passada e também as mensalidades correntes. Fica uma dica para evitar problemas como o de nosso jovem colega, quando fizer um financiamento ou contrair uma dívida, ela não pode ultrapassar 40% de seu orçamento. Ex: uma pessoa que tem uma renda de R$ 1.000,00, não pode fazer uma dívida que ultrapasse R$ 400,00 mês. Se sua dívida passar de 40% de seu orçamento é melhor acender a luz amarela.

 

Josué Silva

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No ano passado, nosso Ministro da Fazenda Guido Mantega pediu a todos calma que a crise financeira era algo passageiro e que não deveríamos nos preocupar.

Em seguida tivemos mais bancos quebrando, mais demissões nos Estados Unidos, bolsas descendo ladeira abaixo, empresas com baixos índices de crescimento, dólar nas alturas, etc.

E agora temos uma boa notícia. O mundo crescera menos. E o Brasil também crescera menos e quem diz isso não são os tucanos é toda a cúpula do FMI no Fórum de Davos.

A economia mundial despencou nos últimos meses e só crescerá 0,5% em 2009, o pior índice desde o pós-guerra, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano caiu para 1,8%, ante expectativa anterior de avanço de 3% em novembro de 2008.

A estimativa para o Brasil representa também uma forte freada em comparação aos 5,8% previstos para o último ano, em decorrência da crise financeira. No entanto, a entidade avalia que em 2010 o País aumentará em 3,5% seu PIB.

Em novembro, o FMI previu 2,2% de crescimento mundial em 2009. A evolução do Produto Interno Bruto (PIB) foi revista em baixa para todas as grandes economias. “O ritmo de crescimento mundial cairá a 0,5% em 2009, o índice mais baixo registrado desde a Segunda Guerra Mundial”

A América Latina, por sua vez, escapará um pouco da recessão mundial e crescerá 1,1% em 2009. A região crescerá 3% em 2010, acrescenta o estudo.

“Ao contrário das crises passadas, hoje em dia muitos países da América Latina têm uma base muito mais sólida (…), contam com reservas e políticas sociais” que permitem enfrentar melhor o impacto, afirmou Charles Collyns, vice-diretor de pesquisas do Fundo.

Já a economia da zona do euro sofrerá um crescimento negativo, de 2%, ao invés do -1,5% previsto em novembro passado. Os 16 países da zona euro só experimentarão um leve crescimento de 0,2% em 2010.

Os  Estados Unidos terão uma variação negativa de 1,6%, em uma drástica revisão em baixa. Os Estados Unidos só retomarão o crescimento em 2010, com 1,6%.

Com esses números fica difícil acreditar que o país crescera e que seremos o salvador da Pátria, talvez por fatos como esses onde muitas vezes nossos governantes querem tapar o sol com a peneira.

Josué Silva

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Mundo:

Vivemos num mundo cada vez mais conectado, internet e celular são os principais pontos dessa conexão. Através deles conseguimos estar sabendo de tudo oque ocorre em qualquer parte do mundo a qualquer momento.

E isso não é só nas comunicações, a tecnologia esta muito avançada e continua avançando cada vez mais, a menos de uma década tínhamos complexos automotivos enormes, hoje com aproximadamente 500 funcionários conseguimos montar mais e melhores carros do que nos anos 80. Ao contrário daquele tempo, hoje a produção é  totalmente descentralizada, as peças do veiculo vem de todas as partes do mundo.

Naquela época o foco era trabalhar em uma grande empresa, e seguir carreira nela até o dia da aposentadoria.  Infelizmente essa era já é passado, mesmo com toda a força que CLT ainda tem principalmente no Brasil.

Hoje os grandes contratantes são os setores voltados para a área de serviços, e ai vale tudo, desde a atendente de telemarketing, que esta localizada que devido a mão de obra barata muitas vezes esta localizada na Índia (no caso dos EUA), até o motoboy que encontramos diariamente nas principais vias de SP, tudo esta sendo terceirizado.

Mas oque gerou essa mudança no eixo trabalhista?

Como dissemos a tecnologia trouxe a inovação, mas também o desemprego. E dentro desse pacote veio a terceirização, e olha ela veio pra ficar, nas grandes empresas hoje a tendência esta sendo terceirizar tudo oque se pode faxineira, segurança, informática, nem os computadores hoje em dia são mais propriedades das empresas.

E mesmo com a terceirização existira uma enorme  demanda reprimida que ninguém sabe onde ira alocar sua força de trabalho?

Haverá muito desemprego, os demais ou estarão prestando serviços ou desempregados. E como nos antever a esses acontecimentos, através de especializações e diversificação de nossa própria mão de obra. Como assim? Hoje não basta apenas conhecer economia, eu tenho que dominar a economia e conhecer direito, administração, contábeis e informática. A formação do profissional deve ser a mais completa possível para ele poder concorrer a uma vaga no mercado. Não basta mais falar inglês, agora o espanhol esta se tornando cada vez mais necessário e se tiver uma terceira língua melhor ainda. E a tendência é de um afunilamento ainda maior.

Economia:

Atualmente o mundo tem caminhado cada vez mais depressa para esse cenário descrito acima, com as fusões e aquisições de grandes conglomerados econômicos. Quando existem esses eventos, metade da empresa comprada é dispensada do restante muitos são contratados como prestadores de serviço e uma pequena parte é contratada de novo na nova empresa.

Hoje vivemos uma situação semelhante à de 1929, com quebras em efeito domino no sistema financeiro, é claro que o efeito domino não se concretizou ainda porque o governo tem feito inúmeras intervenções direta e indiretamente. Veja como o FED agiu rapidamente na quebra do Merril Lynch, a enxurrada de dólares que o BACEN colocou recentemente no mercado tentando evitar altas ainda maiores do dólar, inúmeras cortes nas taxas de juros européias e o último aporte chinês de mais de US$ 300 bilhões de dólares.

Isso tudo começou no ano passado com a crise do subprime, no mercado americano e acabou infectando as economias da Europa, América e Ásia. Num passe de mágica, esperávamos um contágio, mas não na velocidade que ele esta acontecendo. Gerando uma avalanche de desemprego ao redor do mundo, existe um estudo nos mostrando perdas de US$ 1,4 trilhões de dólares com essa crise até o momento já perdemos US$ 800 bilhões. Ou seja estamos apenas no meio da crise. E ao contrario do que o governo brasileiro dizia, que não seriamos afetados pela crise, já recorremos a empréstimos no FMI.

A Zona do Euro inteira deve apresentar um quadro recessivo, isso sem falar na queda de 0,2% do PIB europeu no segundo trimestre.

Se o Reino Unido e a Alemanha já estão resfriados, o que esperar do resto da Europa?

A Espanha já não estava tão bem assim, é só olhar os números da construção civil espanhola para chegar a essa conclusão.

Portugal, Grécia, Irlanda, Itália, Suécia, Suíça e Bélgica possivelmente serão os próximos da fila, é apenas uma questão de tempo, e muito pouco tempo.

As péssimas notícias vêm de toda a parte, o Japão também nos mostra sinais de desaceleração em sua economia e até mesmo a China deu notícias negativas apresentando um recuo de 17% na sua produção siderúrgica em outubro.

Aqui, do outro lado do mundo, também não temos um noticiário positivo a começar pelo Norte-Americano, foco de onde surgiu toda essa crise através do tão falado mercado subprime.

Na terra do Tio Sam duas péssimas notícias, a primeira é a queda de 2,8% nas vendas no varejo no mês de outubro e o recuo de 0,2% nos estoques das empresas no mês de setembro, essa foi a maior baixa desde julho de 1992.
Até a Islândia, uma ilha desconhecida no meio do nada, mas com IDH superior ao de países como Mônaco ou Bélgica, quase faliu algumas semanas atrás.

No mundo corporativo o sinal já está quase mudando do amarelo para o vermelho, todos reduziram a velocidade, e o medo de atravessar o semáforo é tão grande que algumas corporações estão se negando a fornecer novas metas ou alterando seu guidance.

Algumas já informaram que vão diminuir a produção, ou seja, haverá demissões em massa, outras cancelaram investimentos ou restringiram novos programas.

Leste Europeu:

Para se ter uma idéia de como o velho continente foi afetado, no mês de setembro as vendas de carros novos recuaram 8%, tornando esse setembro o pior da última década para as montadoras européias.

Somente na Espanha 180 000 famílias deverão perder suas casas nos próximos 18 meses, esse alto número de desapropriações é função da alta de 80% no valor das cotas hipotecárias pagas no país nos últimos três anos.   Nem precisamos falar que a construção civil espanhola passa por uma grave crise!

Mas a crise na Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália ou Bélgica, já é uma notícia passada. Os próximos a serem engolidos pelo Dragão são os países do Leste Europeu.

Agora chegou a vez de países como Bulgária, Polônia, Ucrânia, Letônia, Hungria temos na mira até ex -tigres asiáticos como Taiwan e Vietnã.

Mas o que houve com esse grupo do leste europeu que até a pouco tempo estava apresentando taxas de crescimento superior a 10%  ano, para se ter uma idéia o PIB da Letônia avançou 12,2 em 2006, 10,3 em 2007 e agora em 2008 vai decrescer 0,8.

Em compensação sua taxa de inflação sairá de 10,1% em 2007, para uma alta de 15,9 em 2008, a Ucrânia sofre o mesmo problema, sua inflação vai dobrar de 12,8% em 2007, para 25,3 em 2008.

No Vietnã o clima é de desespero total, seu PIB subiu 1% em 2007, apresentando 8,4% de evolução em relação a 2006, já a inflação avança a passos largos, em 2006 ela fechou o ano 7,5%, no passado evoluiu um pouco ficando em 8,3 e agora em 2008 ficará em 24%.

Se as economias locais estão sofrendo com a tormenta, nas bolsas o clima é de total instabilidade, a bolsa de Budapeste passou por maus momentos em outubro, quando seus investidores retiraram todos os recursos da Bolsa, num possível fly to quality, isso gerou uma queda de 40% no mercado local.

Em Kiev na Ucrânia a situação também não é das melhores, lá a Bolsa já recuou 80% apenas nesse ano, em Bucareste (Romênia), o estrago esta em  torno de 70%.

A resposta para essa quebradeira é simples, essas economias estavam totalmente ancoradas no crescimento da Europa Ocidental, que agora se encontra em recessão. E como eles não tem para quem vender seus produtos, estão na berlinda do possível naufrágio.

Outros como a Ucrânia, que é um grande produtor de aço passa por dois problemas, vendas de veículos em baixa no mundo inteiro e principalmente na Europa e para piorar sua situação o preço do aço esta em baixa, nos últimos meses o valor da commodity caiu pela metade, dessa forma reduziu em 20% o valor total das exportações ucranianas.

O que é pior ainda é que devido ao tamanho dessas economias, elas não têm um Banco Central forte, como o da Inglaterra, por exemplo, que tem condições para combater os problemas com a crise de liquidez.

Muitos desses países, se já não fizeram em breve estarão na fila para contrair empréstimos do FMI, que com essa crise aparece como um dos salvadores do mundo, depois de uma longa temporada no ostracismo.

E como tudo isso pode afetar o trabalho de vocês?

Em primeiro lugar teremos uma avalanche de desempregados, que vão começar a procurar nossos serviços.

Não será possível evitar esse acontecimento, logo precisamos nos preparar cada vez mais.

Criando oficinas que sejam realmente produtivas, e mais, que atendam as necessidades do distrito. Não adianta fazer produtos de baixo valor em baixa escala, com isso só estamos perpetuando a miséria dessas famílias.

É preciso criar cursos que atendam as necessidades da nova economia, criando alternativas reais de trabalho para essas famílias.

Um exemplo prático seria montar oficinas casadas. Como assim?  Em algum EIS, existe a confecção de sandálias Havaianas personalizadas. Não adianta nada fazer essa oficina e depois largar a pessoa a própria sorte, é preciso criar parcerias com as lojas que vendem sapatos e sandálias para o escoamento dessa produção.

Outra forma de trabalhar, na região central existe uma série de empresas de telemarketing, porque não criamos parcerias com as mesmas, criando cursos de telemarkting em nossos EIS e posteriormente enviando a mão de obra para essas Companhias. Seria bom para ambas as partes a empresa economizaria, porque ficaria desobrigada de pagar o Vale Transporte e para o funcionário seria bom porque ele não teria que atravessar a cidade para trabalhar, e o território também estaria diminuindo seu índice de desemprego.

Josué Silva

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