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Posts Tagged ‘Goldman Sachs’

O Bradesco foi o banco mais rentável em pesquisa que agrupava América Latina e Estados Unidos, de acordo com balanço da Economatica divulgado nesta segunda-feira. O banco conta com a melhor Rentabilidade sobre o Patrimônio (Roe), com ativos totais superiores a US$ 100 bilhões. No ano de 2011, o Banco foi o segundo classificado nessa pesquisa e a liderança era do Banco do Brasil (BBDC4).

Apesar da colocação, o Roe do Bradesco em 2012 foi de 17,27%, valor menor que o de 2011, quando o banco tinha atingido 19,83 %. Já em 2011, o Banco do Brasil tinha Roe equivalente a 21,55% e, no ano passado, a margem ficou em 16,89%. O terceiro banco com melhor rentabilidade em 2012 foi o ItauUnibanco, com 16,70%, mantendoa mesma posição de  2011.

Já o quarto  brasileiro entre os bancos com ativos superiores a US$ 100 bilhões é o Santander Brasil que ficou na décima sexta colocação em 2012 com ROE de 6,83%, segundo a Economatica.

Veja os 10 Bancos com a maior rentabilidade em 2012:

Posição

Banco

Rentabilidade

Banco Bradesco

17,27%

Banco do Brasil 

16,89%

Itaú

16,70%

US Bancorp

15,48%

Wells Fargo

12,69%

Fifith Third Bancorp

11,71%

JP Morgan Chase

10,98%

State Street Corp

10,24%

Goldman Sachs Group

10,23%

10º

Capital One Financial

10,02%

Fonte: Economatica

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O site da rede americana CNN elegeu as 50 maiores rivalidades no mundo dos negócios de todos os tempos. Embora algumas empresas citadas tenham negócios focados no mercado dos Estados Unidos e a briga faça mais sentido para seus consumidores, a maioria das companhias têm negócios globais.

Nenhuma empresa brasileira é citada, mas grande parte das que foram atuam no Brasil. O maior exemplo é a rivalidade número 1: Coca-Cola x Pepsi, que, segundo a publicação, envolveu “armas” como Papai Noel, Michael Jackson e o ex-presidente dos EUA Bill Clinton para ganhar a batalha.

Para as 11 maiores rivalidades, a CNN elege o vencedor.

Confira a lista:
1 – Coca-Cola x Pepsi (ramo de bebidas. Vencedor: Coca-Cola)
2 – Ford x GM (ramo de veículos. Vencedor: empate)
3 – Thomas Edison x Nikola Tesla (empresários do ramo de energia elétrica. Vencedor: Nikola Tesla)
4 – AT&T x MCI (empresas do setor de telefonia nos EUA. Vencedor: MCI)
5 – Nike x Reebok (ramo de calçados. Vencedor: Nike)
6 – Bill Gates x Steve Jobs (empresários do ramo da computação. Vencedor: Steve Jobs)
7 – Veneza x Gênova (cidades italianas que disputavam a hegemonia do comércio no final do século 12. Vencedor: Veneza)
8 – HP x IBM (ramo de informática. Vencedor: IBM)
9 – Airbus x Boeing (ramo de aviação. Vencedor: empate)
10 – Union Pacific x Central Pacific (ramo de transportes ferroviários nos EUA. Vencedor: empate)
11 – McDonald’s x Burger King (fast food. Vencedor: McDonald’s)
12 – R.J. Reynolds x Philip Morris (ramo de tabaco)
13 – Hertz x Avis (ramo de aluguel de veículos)
14 – Procter & Gamble x Unilever (ramo de produtos de limpeza e beleza)
15 – Netscape x Microsoft (ramo de informática)
16 – Visa x MasterCard (ramo de cartões de crédito)
17 – Ferrari x Lamborghini (ramo de carros esportivos)
18 – Macy’s x Gimbels (ramo de lojas de departamentos)
19 – Budweiser x Miller (ramo de cervejas)
20 – Adidas x Puma (ramo de calçados)
21 – CVS x Walgreens (ramo de farmácias nos EUA)
22 – UPS x FedEx (ramo de transporte de cargas)
23 – Hearst x Pulitzer (ramo da indústria jornalística)
24 – Bayer x Tylenol (ramo de indústria famacêutica)
25 – Duracell x Energizer (ramo de pilhas)
26 – Wal-Mart x Target (ramo de varejo)
27 – Nyse x Nasdaq (ramo de bolsa de valores)
28 – Oreo x Hydrox (marcas de bolachas)
29 – Hasbro x Mattel (indústrias de brinquedos)
30 – Dunkin’ Donuts x Starbucks (ramo de cafés e lanches)
31 – Oracle x Salesforce (ramo de softwares)
32 – Fender x Gibson (ramo de guitarras)
33 – Canon x Nikon (ramo de câmeras fotográficas)
34 – U.S. Steel x Bethlehem Steel (fabricantes de aço)
35 – Sears x J.C. Penney (ramo de lojas de departamento)
36 – Cornelius Vanderbilt x Jay Gould (empresários da indústria de transportes nos EUA)
37 – J.P. Morgan x Goldman Sachs (bancos de investimento)
38 – Sotheby’s x Christie’s (casas de leilões)
39 – Louis B. Mayer x Jack Warner (empresários da indústria cinematográfica)
40 – Blockbuster x Netflix (empresas de aluguel de filmes)
41 – Pan Am x TWA (companhias aereas)
42 – Comcast x Verizon (setor de telecomunicações)
43 – Greyhound x Trailways (empresas de ônibus nos EUA)
44 – Sony x Nintendo (empresas de games)
45 – Estée Lauder x L’Oréal (ramo de produtos de beleza)
46 – Google x Facebook (empresas serviços de internet)
47 – Michael Eisner x Jeffrey Katzenberg (empresários da indústria de entretenimento)
48 – Marvel Comics x DC Comics (empresas do ramo de quadrinhos)
49 – BMW x Mercedes-Benz (fabricantes de veículos)
50 – Netflix x Amazon (empresas de venda de conteúdo por internet)

Fonte: CNN

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Abamec
Associação Brasileira dos Analistas de Mercado de Capitais
Abrasca
Associação Brasileira de Companhias Abertas
AELC
Associação Europeia de Livre Comércio
Alalc
Associação Latino-americana de Livre Comércio
Alca
Área de Livre Comércio das Américas
Anbid
Associação dos Bancos de Investimento
Ancor
Associação Nacional das Corretoras de Valores
Andima
Associação Nacional de Instituições de Mercado Aberto
Bacen
Banco Central do Brasil
BBC
Bônus do Banco Central
BID
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Bird
Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento, também conhecido como Banco Mundial
BNDES
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
Bovespa
Bolsa de Valores de São Paulo
BRICs
Sigla que representa as iniciais de Brasil, Rússia, Índia e China criada por um economista do banco Goldman Sachs para falar das economias emergentes consideradas as maiores do mundo
BTN
Bônus do Tesouro Nacional
BVRJ
Bolsa de Valores do Rio de Janeiro
CBLC
Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia
CDB
Certificado de Depósito Bancário
CDI
Certificado de Depósito Interfinanceiro
CMN
Conselho Monetário Nacional
Copom
Comitê de Política Monetária
CVM
Comissão de Valores Mobiliários
DCA
Debênture Conversível em Ação
DI
Depósito Interfinanceiro
DPMF
Dívida Pública Mobiliária Federal
FBCF
Formação Bruta de Capital Fixo
Febraban
Federação Brasileira de Bancos
Fed
Federal Reserve (BC americano)
FGC
Fundo Garantidor de Créditos
FGV
Fundação Getúlio Vargas
Fiesp
Federação das Indústriais do Estado de São Paulo
Fiex
Fundo de Investimento no Exterior
FIF
Fundo de Investimento Financeiro
Fipe
Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas
FMI
Fundo Monetário Internacional
Fomc
Comitê de Política Monetárias do Fed
IBGE
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
Ibmec
Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais
IDH
Índice de Desenvolvimento Humano
IGP
Índice Geral de Preços
INCC
Índice Nacional da Construção Civil
IOF
Imposto sobre Operações Financeiras
IPA
Índice de Preços no Atacado
IPC
Índice de Preços ao Consumidor
IPCA
Índice de Preços ao Consumidor Amplo
Ipea
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
LBC
Letra do Banco Central
LC
Letra de Câmbio
LFT
Letra Financeira do Tesouro
LTN
Letra do Tesouro Nacional
Mercosul
Mercado Comum do Sul
Nafta
Tratado norte-americano de livre comércio
NTN
Nota do Tesouro Nacional
OMC
Organização Mundial do Comércio
ONU
Organização das Nações Unidas
OPA
Oferta Pública de Ações
Opep
Organização dos Países Exportadores de Petróleo
OTN
Obrigação do Tesouro Nacional
PEA
População Economicamente Ativa
PIB
Produto Interno Bruto
PL
Patrimônio Líquido
Proer
Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional
Selic
Sistema Especial de Liquidação e Custódia
Sisbacen
Sistema de Informações do Banco Central
Sumoc
Superintendência da Moeda e do Crédito
TBan
Taxa de Assistência do Banco Central
TBC
Taxa Básica do Banco Central
TJLP
Taxa de Juros de Longo Prazo
TR
Taxa Referencial

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Bernard Madoff entrou para a história como ninguém deseja, ao ser o mentor do esquema Ponzi que resultou em um prejuízo total de US$ 50 bilhões, segunda maior fraude da história dos EUA, atrás apenas do escândalo da Enron em 2001, com perdas de US$ 63,4 bilhões.

Imagine se existisse uma fraude 50 vezes superior à de Madoff, com cerca de US$ 2,5 trilhões em perdas. Além do montante expressivo, idealize uma periodicidade mensal para tal prejuízo. Do impossível para a realidade subliminar, esse é o provável montante que os traders e bancos roubam da renda real do mundo através do petróleo.

Em artigo publicado no website Seeking Alpha, Philip Davis desnuda a possibilidade da maior fraude existente na história, ao revelar como aproximadamente 99% dos negócios nos mercados futuros de petróleo não passam de meras especulações, em um esquema envolvendo bancos, petrolíferas e até a própria imprensa.

Fantasma de mão dupla

“US$ 2,5 trilhões é menos do que o preço excedente que a população é manipulada todo mês para pagar por um barril de petróleo”, afirma Davis, ao ressaltar que tais roubos ocorrem na ICE (Intercontinental Exchange).

Criada em 2001, a ICE possui como fundadoras as petrolíferas BP (British Petroleum), Royal Dutch Shell e Total, além dos bancos Morgan Stanley, Goldman Sachs, Deutsche Bank e Société Générale. A bolsa é sediada em Altanta, nos EUA, mas a regulação norte-americana passa longe das negociações.

Tamanha falta de regulação gera as chamadas dark pools of liquidity, ATS (Alternative Trading Systems) usados por traders que procuram movimentar grandes quantias sem revelar as operações no mercado aberto. Como decorrência, a especulação toma forma, e explica como o barril de petróleo saltou de US$ 40,00 para US$ 80,00 somente este ano, em meio à fraca demanda física pela commodity.

Á procura da verdade, Davis mostra que investigação do Congresso dos EUA datada de 2003 descobriu como a ICE é usada para facilitar negociações “round trip” (viagens de ida e de volta), nas quais uma firma “A” vende energia para uma empresa “B”, que vende novamente o mesmo montante de volta para a firma “A”: o resultado real é nulo, mas o sinal ascendente para os preços do petróleo não.

Preços disparam e ignoram demanda real

Na época em que a DMS Energy foi investigada pelo governo norte-americano, a empresa de energia assumiu que nada menos de 80% das negociações em 2001 eram fantasmas. Em movimento semelhante, a Duke Energy revelou que negociou US$ 1,1 bilhão através das round trips, sendo dois terços comercializados na ICE.

“Você pode enxergar o dano causado pelo Goldman Sachs e por sua gangue de ladrões quando olhar a diferença de preços antes da criação da ICE e depois da criação da ICE”, afirma Davis, ao ressaltar que, em apenas cinco anos após a criação (de 2001 a 2006), os preços das commodities triplicou – contraparte impossível na demanda.

Para Chris Cook, ex-diretor da International Petroleum Exchange, os laços entre bancos e petrolíferas são bem mais antigos do que se pensa. “Parece-me claro que o Goldman Sachs e a BP vêm trabalhando em cooperação – ao menos em um nível estratégico – por pelo menos 15 anos”, diz Cook.

A ponte mais do que estreita entre bancos e petrolíferas lembra a tese de Vladimir Lenin no texto “Imperialismo, fase superior do capitalismo”, no qual explicita a junção entre capital industrial e capital bancário, resultando apenas em um tipo de capital: o financeiro.

Petróleo: causa da recessão?

Antes da existência da ICE, as famílias norte-americanas gastavam, em média, 7% de sua renda em alimentos e combustíveis. No último ano, a proporção saltou para 20%. “Isso é 13% da renda de todo norte-americano, o que dá mais de US$ 1 trilhão por ano, roubados através da manipulação do mercado”, completa Davis, citando que, em uma escala global, US$ 4 trilhões são roubados por ano – 80 vezes o tamanho da fraude de Madoff.

Nesse sentido, Jeff Rubin, economista-chefe do CIBC (Canadian Imperial Bank of Commerce), sugere que a recessão corrente foi causada pelos altos preços do petróleo, ao afirmar que as hipotecas não pagas nos EUA são apenas um sintoma da doença causada pelo óleo bruto. Talvez explique porque o Japão e algumas economias na Zona do Euro entraram em recessão antes mesmo da bolha norte-americana estourar.

Além disso, os elevados preços do petróleo foram responsáveis por quatro das últimas cinco recessões do mundo, podendo ter começado também a atual, caso confirmada a tese. “Os choques do petróleo criam recessões, ao transferirem bilhões de dólares de economias em que os consumidores gastam cada centavo que possuem para países com alta taxa de poupança. Enquanto esses petrodólares podem ser reciclados de volta para fundos soberanos de investimento, eles não são reciclados para a demanda real”, completa Rubin.

Parabéns, você construiu Dubai

Embora sem provas concretas, dada à falta de regulação na ICE – reguladores seriam subornados? -, a teoria da manipulação pode ser verdadeira, em um mercado cansado de especulação. Ou seria o próprio mercado a personificação da especulação?

Entre tantas questões, sempre lembre: quanto será da minha renda que está indo para a construção de um palácio de ouro no Oriente Médio, ou para algum trader do Goldman Sachs?

Fonte: Infomoney

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Uma nova ordem está emergindo em Wall Street depois da pior crise financeira desde a Grande Depressão, e nela apenas dois vitoriosos começam a se avultar por sobre o grupo um pouco mais amplo de titãs das finanças que costumavam dominar o setor.

Na quinta-feira, o JPMorgan Chase se tornou o mais recente dos grandes bancos americanos a anunciar resultados estelares para o segundo trimestre deste ano. O lucro de US$ 2,7 bilhões que o grupo anunciou, depois de um anúncio igualmente positivo pelo Goldman Sachs, demonstra até que ponto os esforços do governo para impedir um colapso completo do setor financeiro também prepararam o terreno para um estreitamento do mercado e uma concentração cada vez mais forte de poderio financeiro.

“Um dos temas que estão em destaque por aqui é o fato de que o JPMorgan Chase e o Goldman Sachs emergiram da situação como claros vencedores, como os últimos dos sobreviventes”, diz Robert Reich, professor da Universidade da Califórnia em Berkeley e secretário do Trabalho durante o governo Clinton.

Ambos os bancos agora ocupam posições dominantes na Wall Street pós-resgate, depois de se beneficiarem de bilhões de dólares em assistência vinda dos contribuintes e de empréstimos governamentais de baixo custo a fim de derrotar outras instituições que ainda continuam a enfrentar problemas. Os dois bancos estão aproveitando os tumultos nos mercados financeiros e a fraqueza que seus principais rivais continuam a demonstrar a fim de realizar bilhões de dólares de lucros com suas transações.

Em termos amplos, o pior da crise financeira já parece ter passado. No entanto, outros dos grandes bancos dos Estados Unidos, a exemplo do Citigroup e do Bank of America, ainda estão enfrentando problemas e não retomaram sua melhor forma. O Bank os America reportou trimestre lucrativo, nesta sexta-feira, mas uma sucessão de mudanças nos postos de comando e a possibilidade de que ainda restem grandes prejuízos por vir nos segmentos de cartões de crédito e imóveis comerciais vêm dificultando uma recuperação mais forte.

E temos também a legião de bancos regionais e de instituições de pequeno porte que continuam a quebrar em grande número por todo o país. Embora muitos já tenham registrado pesados prejuízos, a tendência é a de que continuem seriamente no vermelho caso a recessão se prolongue. Até agora neste ano, 53 desses bancos já quebraram, e a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), a instituição do governo que garante os depósitos bancários, está se preparando para mais dezenas de falências.

É claro que as incertezas quanto à economia significam que o Goldman Sachs e o JPMorgan Chase possam estar desfrutando apenas um período frágil de predomínio, na opinião dos especialistas. O JPMorgan Chase reportou fortes quedas em suas atividades de varejo bancário, na quinta-feira, e estabeleceu provisões de mais de US$ 30 bilhões a fim de cobrir futuros prejuízos com a alta das perdas de sua divisão de carões de crédito, bem como nos segmentos de hipotecas e de empréstimos garantidos por patrimônio imobiliário.

“Ninguém poderá ser considerado imune aos problemas até que a situação do desemprego se reverta”, disse Moshe Orenbuch, analista bancário do Credit Suisse. Mas, ao menos por enquanto, o JPMorgan Chase e o Goldman Sachs estão em disparada.

“Os protagonistas mais fortes estão bem posicionados para tirar vantagem da crise, e é evidente que dominarão, em curto prazo”, disse James Reichbach, diretor da divisão financeira do grupo de auditoria e consultoria Deloitte Touche, nos Estados Unidos.

Como o Goldman Sachs, no caso do JPMorgan Chase a força renovada surge em um momento no qual o banco está saltando muito à frente de seus tradicionais rivais, especialmente no campo de investimentos, que inclui operações de títulos e ações e operações de subscrição e emissões, que ajudam empresas a colocar ações e títulos no mercado. Os operadores do banco aproveitaram bem as grandes oscilações do mercado e a ausência de alguns grandes concorrentes para registrar fortes lucros nos segmentos de renda fixa e ações.

Michael Cavanagh, o vice-presidente de finanças do JPMorgan Chase, diz que os lucros e honorários dessas divisões do banco “foram um recorde trimestral para nós e um recorde para qualquer empresa, em qualquer trimestre”. O banco, acrescentou, “está muito orgulhoso desses resultados”.

A instituição se beneficiou, igualmente, do desaparecimento de alguns rivais menores, e com isso pôde ampliar sua fatia de mercado no varejo bancário e no crédito imobiliário. Na terça-feira, quando o CIT Group, cuja especialidade era o crédito para pequenas empresas, estava negociando com o governo a fim de evitar um colapso, o JPMorgan Chase sinalizou que estava acompanhando a situação com interesse.

“Seria uma oportunidade para nós naqueles Estados, caso a CIT não se provasse capaz de continuar fornecendo empréstimos aos seus clientes”, teria dito Tom Kelly, um porta-voz do JPMorgan Chase, de acordo com a agência de notícias Dow Jones.

E a receita auferida pelo Washington Mutual, um banco de varejo que o JPMorgan Chase adquiriu no final do ano passado, está começando a ajudar os resultados da empresa. O banco também está se beneficiando de sua aquisição do Bear Stearns, facilitada pelo governo no ano passado. Com tudo isso, o JPMorgan Chase agora se transformou no líder mundial nos mercados de ações e de títulos de dívida, de acordo com a Dealogic.

Em meio a todo esse sucesso, Jamie Dimon, o presidente-executivo do JPMorgan Chase, solidificou sua posição como um dos mais poderosos e mais francos banqueiros dos Estados Unidos. Dimon desaprovou de maneira clara a ideia de assistência financeira governamental, declarando que os US$ 25 bilhões recebidos pela instituição em dezembro passado eram uma “vergonha”; em companhia do Goldman Sachs e do Morgan Stanley, seu banco liderou a pressão por uma restituição acelerada do dinheiro público recebido. Os três bancos liquidaram as dívidas junto ao governo que resultavam do programa de assistência no mês passado.

Mas a transformação do JPMorgan Chase em uma das mais fortes instituições do setor tem como base a proteção oferecida pelo governo. O banco utilizou o dinheiro público como reserva até que fosse capaz de levantar capital novo no mercado.

“Não resta dúvida de que todos nós nos beneficiamos da ajuda do governo – todos nós”, disse um importante executivo em outro banco de Wall Street.

Um porta-voz do JPMorgan Chase afirmou que o banco havia aceitado assistência a pedido do governo, mas se recusou a acrescentar quaisquer outros comentários. Poucos bancos conseguiram reverter sua situação de maneira tão completa. Há relativamente poucos anos, o JPMorgan Chase estava em dificuldades, depois de anos de gestão ineficiente e de problemas para digerir uma série de grandes aquisições. Mas, sob o comando de Dimon, a empresa reduziu seus custos e reforçou vigorosamente o seu balanço.

As consequências positivas começaram a se tornar visíveis no ano passado. Com o setor oscilando à beira do colapso, o JPMorgan Chase adquiriu o Bear Stearns em março e o Washington Mutual no final de 2008, por meio de duas transações auxiliadas pelo governo. Os clientes empresariais da instituição afirmam que seu crescente domínio permitiu maior latitude para estabelecer preços salgados pelos empréstimos e outros serviços financeiros que o JPMorgan Chase presta.

Os preços das ações do grupo subiram em 20% do começo de março para cá, e fecharam na quinta-feira a US$ 35,76.

Depois do lobby agressivo que conduziu para conseguir que o governo autorizasse o pagamento antecipado do dinheiro público recebido como assistência, Dimon também vem negociando de forma dura a recompra das certificados de ações que o governo recebeu do banco no final do ano passado em troca do apoio dos contribuintes.

O JPMorgan Chase agora está planejando permitir que o Departamento do Tesouro americano leiloe os certificados a investidores privados, depois que os dois lados se provaram incapazes de chegar a um acordo quanto a preços.

Dimon também está se preparando para uma série de batalhas em Washington. Uma delas se refere à adoção de regulamentação mais severa quanto ao uso de derivativos, um segmento no qual o banco obtém lucrativos honorários, em sua posição de um dos maiores participantes do mercado.

Uma segunda frente seria a criação de uma nova agência de proteção aos consumidores de serviços financeiros, que poderia colocar em risco a lucratividade das operações de cartões de crédito e hipotecas, caso introduza regulamentação mais dura.

Fonte: The New York Times

Tradução: Paulo Migliacci M.E.

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O banco norte-americano Goldman Sachs reportou lucro líquido de US$ 3,44 bilhões, US$ 4,93 por ação, no segundo trimestre de 2009, enquanto no trimestre passado havia apresentado lucro por ação de US$ 4,58.

A receita líquida da instituição somou US$ 13,76 bilhões, 46% superior aos US$ 9,42 bilhões apresentados no trimestre passado. A cifra também superou o resultado da temporada de 2008.

Depois de divulgado o resultado, as ações do Goldman Sachs operam estáveis. Vale lembrar que os analistas esperavam lucro de US$ 2,22 bilhões.

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Em sua carta anual para os acionistas da Berkshire Hathaway, Warren Buffett, CEO (Chieff Executive Officer) da empresa, afirmou que a economia dos EUA continuará em dificuldades neste ano, porém disse que melhores dias estão por vir para o país.

Para aproveitar as oportunidades trazidas com a crise, Buffett disse ainda que passará esse período de recessão buscando novos investimentos para a sua empresa. “Nós apreciamos essas quedas de preço se tivermos fundos disponíveis para investir“, disse ele.

De acordo com os dados da Berkshire Hathaway, o ano de 2008 foi encerrado com quase US$ 25,5 bilhões em caixa, menos do que os US$ 33,4 bilhões no terceiro trimestre. A empresa fechou os últimos três meses com um lucro de US$ 117 milhões, 96% a menos do que o anterior.

Economia em desordem

“A economia estará em desordem durante 2009 – e provavelmente, até além. Apesar do caminho não ter sido suave, nosso sistema econômico tem funcionado extremamente bem no decorrer do tempo. Ele despertou o potencial humano como nenhum outro, e continuará a fazer o mesmo”, afirmou Buffett.

Sobre suas operações, o mega-investidor disse que gostaria de ter mantido a sua participação na Johnson & Johnson, na Conoco Phillips e na Procter&Gamble, que foi desfeita no final do ano passado para financiar os acordos privados com o Goldman Sachs e com a General Electric.

Ele ainda confessou ter cometido alguns erros durante o último ano, como sendo um dos “maiores” a aquisição de ações da Conoco Phillips quando o preço do barril de petróleo estava perto do seu pico. Um outro deslize importante, em sua opinião, foi a compra de papéis de bancos irlandeses, pelos quais foram pagos US$ 244 milhões.

Fonte: http://www.infomoney.com.br/

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