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Posts Tagged ‘shopping’

O caso do menino recentemente espancado e vergonhosamente fora acorrentado ao poste  no Rio de Janeiro, nós faz lembrar que ainda estamos vivenciando o regime escravocrata no Brasil.

Também nos faz refletir, que no dia 13 de maio de 1888, não libertamos ninguém, apenas mudamos a condição do negro, deixando de ser coisa ou uma mercadoria qualquer, para se tornar vitima da fome, da falta de oportunidade e se tornar o suspeito de plantão.

Aquilo que vimos no Rio de Janeiro é apenas um reflexo do que a sociedade ainda pensa sobre o negro, deixamos de ter um Senhor, para termos Senhores. Deixamos de levar chibatadas no pelourinho que doía apenas na pele e nos olhos de quem assistia aquele espetáculo de tortura.

Hoje o chicote dói mais, a surra vem com o olhar de esguelha dentro de uma loja refinada em um Shopping de alto padrão, na rua com o olhar implacável das autoridades,no olhar de soslaio no restaurante, na falta de promoção dentro da empresa, na vergonha que as pessoas têm de estar ao lado de um negro em qualquer ocasião.

E isso tudo dói muito mais que 30 chibatadas nas costas,  ser preso pelo beiço no tronco ou ter que usar a máscara de flandres.

Muitas vezes, mesmo tendo recursos para adquirir uma mercadoria, somos olhados com olhar de desconfiança pelo vendedor que muitas vezes é negro, mas nega sua condição, apenas por ter um tom de pele um pouco mais claro, ele se sente “branco”.

Infelizmente a abolição da escravatura, não aboliu o negro da escravidão, ela simplesmente o selou aquilo que representávamos para o Brasil, fomos objetificados para sempre como coisa ou algo a ser visto em segundo plano ou seja a mão de obra barata e descartável, que vive dos restos da mesa do Senhor.

Essa questão da cota por exemplo, a meu ver é assinarmos o atestado de ineficiência derivado de nossa cor e raça. Devemos nos orgulhar de sermos como somos e não aceitar vagas em escolas ou empregos oriundas de cotas.

Pois se continuarmos aceitando essas migalhas propostas por tapadores de sol com a peneira, jamais seremos o primeiro, e se formos o primeiro, sempre se lembraram de nos como o primeiro negro a ser isso ou aquilo, nunca se lembraram de nós como pessoas, mas sim como negros que conquistaram tal coisa, graças a uma misera cota.

Parece que ser negro é um defeito ser negro, quando na verdade somos iguais a todos os seres que habitam a terra, o preconceito e a discriminação nunca nos elevarão a qualidade de pessoas e continuaremos a sermos coisas até o momento em que as pessoas abram suas mentes e nos enxerguem como seus iguais.

Não precisamos de leis que nos deem direito e acesso a nada, oque necessitamos é  respeito!

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SÃO PAULO) – todos os meses, o paulistano Luiz Barsi recebe milhões de reais em dividendos pagos pelas empresas onde investe. Com mais de R$ 1 bilhão na Bovespa, ele diz que qualquer um pode enriquecer com ações. Basta comprar papéis baratos, negociados abaixo do valor patrimonial, e esperar. No começo, será necessário ter paciência para que a empresa comece a apresentar resultados melhores e disciplina para aplicar capital todos os meses na bolsa. Mas chegará um momento em que apenas o reinvestimento dos dividendos recebidos será suficiente para que a pessoa enriqueça.

Vinda de outra pessoa, a fórmula acima soaria como uma simplificação banal da realidade. Mas o fato é que Barsi diz que foi de pobre a bilionário fazendo apenas isso. O investidor morou em cortiço na infância e engraxou sapatos para ajudar a mãe a pagar as contas após a morte do pai. Tomou contato com o mercado financeiro na década de 1960, começou a investir e não parou mais. O enriquecimento não mudou seus hábitos. Com Warren Buffett, ele diz ter aprendido a levar uma vida sem luxos. Barsi vai trabalhar de metrô e costuma dirigir uma Chevrolet Zafira. Trabalha há 16 anos num escritório sem decoração no centro de São Paulo, com móveis antigos, TVs de tubo empilhadas e uma persiana que não funciona na janela. Na entrevista a seguir, Barsi detalha sua estratégia e diz por que considera um mau negócio empresas que não são negociadas na bolsa, PGBL, VGBL, imóveis, renda fixa e caderneta de poupança:

Como enriquecer na bolsa

O melhor momento para entrar na bolsa é quando acontece uma crise socioeconômica. Como tem muito incompetente neste País, crise não falta. Em 2008, uma crise socioeconômica fez com que as ações caíssem. Você acha isso ruim? Meus recursos vibraram porque eu pude comprar ações por um ótimo valor E independente do momento de entrada, é absolutamente impossível deixar de ganhar dinheiro no mercado de valores se você respeitar três regras. É preciso investir só o recurso que você não vai usar no curto ou médio prazo. A segunda regra é nunca comprar uma dica. A definição universal de investidor é aquele indivíduo que avalia um segmento da economia, os fundamentos de uma empresa, o valor de uma ação e os riscos. Já o investidor brasileiro é o especulador que recebeu uma dica errada. Veja o monte de gente que comprou ações de incorporadoras em 2008. O cara comprou Gafisa a R$ 22 e hoje vale R$ 5. A dica virou zica. Só peça ajuda a alguém se você tem absoluta certeza que ele é um vencedor na bolsa. A terceira regra é nunca vender ações por necessidade. Além das três regras, ainda é necessário ter disciplina e paciência. Quem faz isso fica rico.

Dividendos para a aposentadoria

Eu estimulo as pessoas a montar uma carteira previdenciária. Em 2008, chegou uma senhora aqui que tinha recebido um dinheiro do seguro de vida após a morte do marido. Ela disse que estava em dúvida entre comprar o apartamento onde morava ou investir em ações para a aposentadoria. Eu perguntei a ela se R$ 67 mil por mês de aposentadoria estava bom. Ela arregalou os olhos. Eu disse que era fácil conseguir isso, era só comprar 1 milhão de ações da Eternit por R$ 3,8 milhões [preço da época]. Como a ação paga R$ 0,80 por ano em dividendos, com 1 milhão de ações ela receberia R$ 800 mil por ano ou R$ 67 mil por mês. Ela disse que não tinha tanto dinheiro. Eu disse para ela cortar um zero, que compasse 100 mil ações para receber R$ 80 mil em dividendos ao ano. Ela comprou ações da Eternit e começou a reinvestir na bolsa o que recebesse em dividendos. Com o que ela ganhou em dividendos e valorização dos papéis, hoje pode comprar todo o prédio de seis apartamentos onde mora. Não é preciso ter muito dinheiro. Comece pequeno, mas não pare. Vai chegar uma hora em que não será preciso colocar mais nada. Os próprios dividendos reinvestidos vão permitir que você continue enriquecendo.

Onde investir

Gosto de setores que a economia não vive sem eles. Eu tenho participações na Klabin, Eletrobras, Eletropaulo, Transmissão Paulista, Suzano, Ultrapar, Unipar, Eternit e Banco do Brasil porque essas empresas não vão quebrar nunca. Se tivesse que investir em um negócio hoje, escolheria algo em que o consumidor paga mesmo sem usar. Quando você viaja e fica um mês fora de casa, mesmo assim você paga algo na conta de luz. Banco é a mesma coisa. Você sempre paga tarifa. Antes o banco lhe remunerava com um jurinho mesmo que você deixasse o dinheiro na conta corrente. Hoje ele lhe cobra para ter uma conta corrente. Ele ainda toma dinheiro dos clientes pagando 6% ao ano e empresta a 200% no cartão de crédito. Outros setores que gosto são telecomunicações e saneamento.

Como empobrecer na bolsa

Há três tipos de compradores que serão perdedores natos e nunca vão enriquecer na bolsa: quem compra ações para especular, quem investe em fundos passivos que apenas seguem o Ibovespa sem fazer uma análise dos melhores papéis e quem usa opções ou contratos a termo para se alavancar. Se alavancar, virou jogatina.

Não compre na baixa e venda na alta

As pessoas geralmente examinam as cotações das ações com a ideia de comprar na baixa e vender na alta. Esse é um sentimento que o cidadão deve exorcizar. Eu compro na baixa e rezo para que baixe ainda mais. Quando você compra uma ação com o sentimento de vendê-la com um sobrepreço, você torce para que ela suba. Mas quando você tem um programa de 10 anos para enriquecer em que todos os meses você vai comprando um pouquinho mais de ações, você vai torcer para comprar mais caro? Não, né?

A Bovespa não é arriscada

O mercado de ações no Brasil não é de risco. Mercado de risco é nos EUA ou na Europa. Quem compra a ação de uma empresa lá paga muito mais do que o valor real, que pode ser representado pelo valor patrimonial. O patrimônio líquido é resultante de bens, direitos, valores e obrigações. Se você comprar um papel por menos ou muito menos que o valor patrimonial, não tem risco.

Setor elétrico é para comprar de pá

Recentemente tivemos um evento no setor de energia que exemplifica as oportunidades da Bovespa. A maioria das empresas do setor de energia era negociada por mais do que o valor patrimonial, com exceção da Eletrobras. Aí veio a presidente Dilma e baixou o preço da energia sem consultar ninguém. Muitas empresas de energia passaram a ser negociadas por bem menos que o valor patrimonial. Eu fui lá e comprei. Ao invés de fugirem do setor elétrico como fizeram, todos deveriam ter comprado mais. Eu comprei Eletropaulo e Eletrobras ON por causa de fatores técnicos, dados históricos e um retorno em dividendos mais interessante. Os outros fugiram por uma questão psicológica. Teve aquele analista do Barclays que disse que o preço justo da ação da Eletrobras era R$ 1. Eu estava rezando para que fosse a R$ 2, mas infelizmente não foi. Quando chegou a R$ 6, eu e um monte de gente compramos. Numa situação como essas, tem que ir lá e comprar com a pá. Como toda a estrutura que possui, a Eletrobras chegou a ter um valor de mercado de R$ 12 bilhões, sendo que só a usina de Belo Monte vai custar R$ 25 bilhões. Então é ridículo o preço que se atribui a ela.

Empresas fora da bolsa

Não invisto em empresas que não estão na bolsa. As empresas de capital aberto não exigem que se faça gestão para ser sócio. Eu não quero ser dono, eu quero ser um investidor parceiro. Uma vez me perguntaram o que eu achava de um posto de gasolina como investimento. Eu disse que era uma maravilha. Então me perguntaram por que eu não tinha um. Eu disse que preferia ter 4% de 5 mil postos de gasolina da Petróleo Ipiranga. Não tem dor de cabeça e ninguém me assalta. Não exercito o sentimento de dono. Se o negócio começa a ir mal, no mercado de valores você vende as ações e parte para outra.

Não invista em fundos de ações

Eu não conheço ninguém que ficou rico comprando fundo. Nos fundos, tem um sanguessuga permanente, que se chama taxa de administração, taxa de performance, taxa de êxito, taxa de acerto. Não tiram só do lucro, tiram do principal também. Você precisa ter um ganho extraordinário para suportar esses gastos.

Os lucros artificiais dos fundos

Um dos caras de mercado mais incríveis que conheci foi o Edmundo Valadão [um dos fundadores da Geração Futuro, morto em 2010]. Ele comprava uns lixos do mercado, que ninguém queria e que não tinham liquidez. Com algum dinheiro, ele conseguia comprar boa parte dos papéis em circulação dessa empresa, elevando as cotações. Mas era uma riqueza que não era verdadeira porque, se precisasse, ele teria dificuldade em vender aquela posição sem derrubar as cotações. Entre as empresas que ele valorizou, estão a Forjas Taurus e a Guararapes. Ele ajudou a multiplicar a cotação da Forjas Taurus por 15. Então imagine como o fundo dele subiu com isso? Mas esse tipo de lucro só serve para ele captar mais dinheiro. Por que o Bradesco e outros fundos nunca dão uma performance tão boa? Porque lá tem comitê de administração e o gestor não consegue fazer isso.

Warren Buffett

Uma das coisas que aprendi com o Warren Buffett é não ser um “patrocinator”. As pessoas sentem necessidade de mostrar à sociedade que têm grana. A primeira coisa que 99% das pessoas que ganham dinheiro fazem é gastar, é jogar para fora a essência de seus egos. Quem souber administrar esses egos, um dia vai ficar rico. Cada vez que ganha dinheiro, o Buffett o administra com lógica, competência e inteligência. Muitas pessoas não entendem o sentido de ele ter uma montanha de dinheiro e morar há tantas décadas na mesma casa. Mas se ele está bem naquela casa, por que ele precisa comprar um palácio? Ele não compra um carro de US$ 500 mil porque, para se locomover, não é necessário. O Buffett contempla a conta bancária.

Para se locomover, Zafira e metrô

Eu podia comprar 10 Mercedes, uma de cada cor. Sei que posso qualquer coisa, mas eu devo? Se acho uma imbecilidade, não faço. O carro em que ando com mais regularidade é uma Zafira [carro da Chevrolet que já saiu de linha]. Minha esposa recentemente me pediu uma SUV. Sabe qual comprei? Um Chery Tiggo [carro chinês] de R$ 50 mil. É a metade do preço de outros SUV, mas é um ótimo carro. Eu não tenho vaidade. Para trabalhar, venho todos os dias de metrô. É mais seguro. Eu vivo pensando em ações. Então às vezes estou no carro, vem alguma coisa à cabeça e me distraio. Já cheguei a passar no farol vermelho no cruzamento das avenidas Paulista e Brigadeiro Luís Antônio. Como no metrô nunca vai acontecer isso, mudei meu hábito. Gasto só com o que é necessário. Moro em uma excelente casa. Quando quero ir a uma churrascaria, vou ao Fogo de Chão.

PGBL e VGBL são conto do vigário

Com um fundo de previdência, as pessoas não conseguem enriquecer. Você já ouviu falar do Montepio da Família Militar? Era um fundo de previdência que quebrou [em 1986, deixando milhares de poupadores na mão]. Mesmo que não quebre, esses fundos tiram tanto em taxas cobradas dos poupadores que não dá o resultado esperado. Você já tentou comprar um PGBL ou VGBL? É um conto do vigário. Fiz um e coloquei R$ 100 por mês durante cinco anos. Quando fui resgatar, havia perdido 40%.

Renda fixa

Se você anotar todos seus gastos no começo e no final do ano e comparar o aumento com o que a renda fixa lhe paga, vai ver que sempre está perdendo poder aquisitivo. Aplicar na renda fixa rende menos que sua inflação. Renda fixa é perda fixa. Eu aplicava nisso quando dava 20% ao dia. Hoje vejo que a população ficou seduzida pelos retornos daquele período de inflação galopante e juros altos. O governo não incentivou a criação de investidores, criou um bando de agiotas que emprestam dinheiro ao banco e recebem pouco.

Poupança

A gente é muito atrasado na cultura de investimentos. O brasileiro foi acarneirado. Nas décadas de 1960 e 1970, havia propagandas de bancos na TV chamando as pessoas para investir na caderneta de poupança. Na época, o próprio governo incentivava isso porque precisava desse dinheiro para se financiar. As pessoas ainda acham que poupança é garantido e não tem risco. Mas, se o banco quebrar, o cidadão só recebe de volta R$ 250 mil. Como os mais jovens começaram a perceber isso, a isca mudou. Agora a cama de gato é para os garotinhos. O banco dá à criançada um bonequinho [os “poupançudos” da Caixa Econômica Federal] se o pai abrir uma caderneta. Nunca ninguém diz para você comprar ações e ficar rico.

Imóveis

Comprar um apartamento na planta e vender depois de seis meses não é investimento, é especulação. Se der sorte de comprar um imóvel e pegar um ciclo bom da economia ou então for construída uma estação de metrô ou um shopping na região, haverá uma valorização. Mas também pode dar errado. Não tem liquidez e não dá para se desfazer de só uma parte do investimento como na bolsa. Sem a inflação, os imóveis perderam o charme. O Poder Judiciário demora para ordenar o despejo de alguém que não paga aluguel. E as prefeituras podem tirar receitas do dono do imóvel. Elas jogam o valor venal do imóvel lá para cima para cobrar mais IPTU.

Fonte: Infomoney

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