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Posts Tagged ‘Wall Street’

O caso mais recente registrado foi o da empresa de anúncios e tecnologia VOIP, TelexFree

Por Arthur Ordones

A pirâmide financeira é um modelo comercial não sustentável (Getty Images)
SÃO PAULO – A pirâmide financeira é um modelo comercial não sustentável, caracterizado como fraude e muitas vezes mascarado sob o sistema de “marketing multinível”. O esquema envolve a troca de dinheiro pelo recrutamento de outras pessoas ou, por exemplo, por postagens diárias de anúncios publicitários da empresa na internet, sem qualquer produto ou serviço ser entregue.
O caso mais recente registrado foi o da empresa de anúncios e tecnologia VOIP (telefonia via internet), TelexFree, que após mais de 10 anos em operação, foi acusada, na semana passada, pela Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda.
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De acordo com o Ministério da Fazenda, a pirâmide financeira é um crime contra a economia popular, afinal, propõe a oferta de ganhos altos e rápidos, o pagamento de comissões excessivas, acima das receitas advindas de vendas de bens reais e a não sustentabilidade do modelo de negócio desenvolvido pela organização.
“O motivo de tanto esquema de pirâmide financeira é a falta de fiscalização, da qual muitos aproveitam para tentar angariar dinheiro fácil”, afirmou o educador financeiro do Instituto Dsop, Reinaldo Domingos. Já para Álvaro Modernel, educador financeiro e sócio da Mais Ativos, essas práticas são alimentadas pela ganância e a ambição dos seres humanos.
O maior errado: a empresa ou o cliente? Os dois
Segundo Reinaldo, se a prática ilegal fosse fiscalizada pelos órgãos responsáveis, não iriam ter tantas empresas cometendo este crime. “Falta também uma ação preventiva. Não podem ficar permitindo a abertura de empresas deficitárias”, diz o educador.
A explicação de acordo com Álvaro abrange outra esfera. “Se não tivessem interessados, não teriam empresas fazendo. As pessoas com a ânsia de ganhar dinheiro fácil e rápido são atraídas pela promessa tentadora e mentirosa da praticante da pirâmide financeira. A empresa sempre deixa as primeiras pessoas ganharem alguma coisa, mas as outras com certeza irão perder”, explica.
“Um em cada 10 ganha dinheiro em um esquema como esse, e esse um que ganhou é o que vai ter problemas com a polícia. Em mercado nenhum do mundo uma pessoa ganha dinheiro fácil sem outra perder. E quem perde é normalmente o mais ingênuo ou que está desesperado, perdeu o emprego… A pessoa se empolga, vende seus bens e acaba perdendo tudo, além de contrair dívidas”, concluiu o sócio da Mais Ativos.
Em uma pirâmide financeira, além da empresa que oferece o “serviço” estar cometendo um crime, todas as pessoas que viram “sócias” dela estão alimentando uma prática ilegal. “Antes de começar a participar de um marketing multinível, é importante correr atrás da missão e dos objetivos da organização, ver se ela oferece um produto que seja efetivamente necessário ou que agregue valor, porque se não você pode cair em um esquema de pirâmide”, explicou Reinaldo.
“Vá ao Reclame Aqui e no Procon e veja se a empresa não está sendo chancelada como um problema, porque o risco é alto e, se a empresa quebrar, a possibilidade das pessoas perderem todo o dinheiro é muito grande. Precisa de muito cuidado”, completou.
Pirâmide financeira X Marketing multinível
Ainda segundo Reinaldo, as pessoas não devem misturar a pirâmide financeira com o marketing multinível, ou de rede, que é uma prática legal. Se a empresa faz o marketing de rede, mas contém um patrimônio líquido de garantia real que sustenta a operação, ao invés de utilizar os clientes novos para pagar os antigos, a ação não é configurada como pirâmide financeira, pois não tem risco.
Para ele, um exemplo é a Herbalife, que realiza o marketing multinível, mas oferece produtos físicos em troca, além de ter uma filosofia de qualidade de vida. “O problema é quando o retorno não é em produto e sim em serviço. Fica mais complicado e difícil de apalpar. É um processo de altíssimo risco. Se tivesse um órgão regulador que obrigasse a companhia que quer realizar o marketing multinível a ter dinheiro suficiente na reserva, tudo seria melhor”, afirmou.
Casos famosos
Já existiram muitos casos de pirâmide financeira no mundo, mas, entre eles, três ficaram marcados na história. São eles: Charles Ponzi, Maria Branca dos Santos e Bernard Madoff.
Charles Ponzi foi o precursor das pirâmides financeiras. Ele criou o chamado “esquema Ponzi”, que é a origem dos famosos e atuais “ganhe dinheiro fácil pela internet”.
Nascido em 1882, na Itália, Ponzi imigrou para os Estados Unidos em 1903 e tornou-se um dos maiores trapaceiros da história estadunidense.
Ponzi entrou no ramo de empréstimos prometendo juros de 50% em 45 dias ou de 100% em 90 dias. Ele pagava juros elevados aos investidores mais antigos com o dinheiro que ganhava dos novos e ainda usava parte do dinheiro para investir em cupons de selos postais, que eram adquiridos com baixo custo em outros países e revendidos por muito mais nos EUA, o que o ajudava também a pagar os clientes. No entanto, se ele parasse de conseguir novos investidores, sua corrente entrava em colapso na mesma hora. E foi o que aconteceu.
Em 1920, o jornal Boston Post decidiu investigar o esquema por desconfiar do alto juro pago a tantas pessoas. Quando o especialista contratado pelo jornal descobriu que deveriam existir mais de 160 milhões de cupons em circulação para cumprir as promessas de Ponzi, mas só tinham 27 mil rodando, a notícia se espalhou e todos os seus clientes pediram o dinheiro de volta na mesma hora, o que o levou à prisão por diversas vezes em vários estados do país.
Ponzi faleceu em 1949, no Brasil, sem nada, na miséria, em um abrigo de indigentes.
Dona Branca
Conhecida como a “banqueira do povo”, em Portugal, Maria Branca dos Santos oferecia um serviço de poupança com um juros muito mais atraente que aqueles oferecidos pelos bancos.
Em uma época de economia extremamente fraca no país, nos anos 50, o negócio de Dona Branca chamou a atenção e muitas pessoas começaram a deixar todo seu dinheiro com ela, para conseguir a alta taxa de juros no futuro. A fartura de dinheiro em caixa permitiu que ela começasse a fazer empréstimos a juros altíssimos.
No entanto, o dinheiro que ela recebia não era investido e não rendia, sendo que ela oferecia um rendimento de 10% ao mês contra 30% ao ano oferecido pelos bancos. Não tinha como dar certo para sempre, apesar de ter funcionado por três décadas.
Também foi uma investigação de jornal que acabou com seu esquema. Após seus métodos serem investigados e publicados, as pessoas se revoltaram e foram atrás de seu dinheiro de volta. Dona Branca acabou presa e depois faleceu, deixando viva a sua história na novela “A Banqueira do Povo”.
Bernard Madoff
Nascido em 1938, em Nova York, Madoff foi o presidente de uma sociedade de investimento, fundada em 1960, que levava o seu nome, e foi uma das mais importantes de Wall Street, sendo uma das cinco que impulsionaram o desenvolvimento do Nasdaq, onde trabalhou também como coordenador-chefe do mercado de valores.
Ele operou um sistema piramidal por décadas que movimentou mais de US$ 65 bilhões. Seus crimes iam desde a pirâmide financeira, inspirada no “esquema Ponzi”, até fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro.
Seus crimes foram descobertos não por um jornal, mas sim por um cidadão chamado Harry Markpolos, que estranhou o esquema conseguir pagar rendimentos tão altos aos seus investidores. Após várias denuncias que não deram em nada e não foram provadas por Harry, os próprios filhos de Madoff o levaram à polícia, pois não aguentarem mais ver seu pai pagar bônus milionários a seus investidores sendo que ele estava com dificuldades em pagar as contas de casa.
Em junho de 2009, Madoff foi condenado a 150 anos de prisão em Nova York. Seu filho, Mark Madoff, de 46 anos, se suicidou em 2010, e seu irmão, Peter Madoff, foi condenado o ano passado a 10 anos de prisão por cumplicidade no “esquema Ponzi”.
Desconfie
“Tudo que vem fácil, vai fácil. Cabe ao leitor pensar cinco vezes antes de entrar em algo desse tipo. Todo investimento tem riscos, e quanto maior o risco, maior o retorno. Se aparece algo com promessa de altíssimo retorno e baixíssimo risco, desconfie na hora”, concluiu Reinaldo Domingos.

Fonte: Infomoney
http://www.infomoney.com.br

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A segunda-feira (23) foi de alta nos principais mercados globais de renda variável, que avançaram com dados favoráveis divulgados nos Estados Unidos e avanço das ações de bancos e de empresas ligadas ao mercado de commodities.

As principais bolsas europeias, por exemplo, encerraram com a maior valorização percentual em cinco semanas – trajetória que foi acompanhada por Wall Street e pelo Ibovespa, que encerrou o dia com valorização de 0,73%, a 66.809 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 5,19 bilhões.

Bancos Centrais
O otimismo também encontra apoio em declarações de membros do Fed, que apontaram que o programa de compra de ativos ligados a hipotecas deve ser mantido e a Fed Funds Rate provavelmente permanecerá próxima a zero até o final de 2010.

Além disso, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, afirmou que a instituição já tem uma estratégia para retirar as medidas de estímulo à economia, e incentivou os governos da Zona do Euro a prepararem suas economias para fazer o mesmo.

Bolsa
Aproveitando as boas notícias do setor imobiliário norte-americano, as ações de Rossi Residencial e Gafisa aparecem entre os maiores ganhos da sessão. CCR, Lojas Renner e Redecard também colocaram suas ações entre as de melhor desempenho do Ibovespa na sessão.

Por outro lado, os ativos de NET, Usiminas, TIM e Eletropaulo aparecem na ponta negativa do índice.

Por sua vez, a Cielo (ex-VisaNet) anunciou a aquisição de 6 milhões de suas ações ordinárias, “para permanência em tesouraria, cancelamento, alienação e, em especial, para atender ao exercício de opções outorgadas no âmbito do Plano de Opção de Compra de Ações”. As ações da empresa tiveram alta de 2,58% no pregão.

Agenda
O número de vendas de casas usadas nos EUA ficou acima das expectativas dos analistas durante os 12 meses encerrados em outubro, com o registro de 6,10 milhões de casas, superior às estimativas de 5,70 milhões do mercado e ao número de setembro (5,54 milhões de casas).

No plano doméstico, o dia foi de atenção à agenda econômica. O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) de 22 de novembro marcou inflação de 0,22%, taxa 0,02 ponto-percentual acima da apurada na medição anterior. Já a balança comercial fechou a terceira semana do mês positiva em R$ 345 milhões, enquanto o relatório Focus mostrou uma manutenção das expectativas do mercado para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).

Em sua Nota de Mercado Aberto referente ao mês de outubro de 2009, o Banco Central revelou que o estoque total da DPMFi (Dívida Pública Mobiliária Federal Interna) sofreu recuo de R$ 15 bilhões, ou 1,09%, na comparação com o mês anterior.

Dólar
Após fechar estável no feriado do Dia da Consciência Negra, na última sexta-feira (20), dólar comercial encerrou esta segunda-feira em queda de 0,35%, cotado na venda a R$ 1,727.

Buscando amenizar parte da desvalorização apontada na sessão, o Bacen comprou dólares no mercado à vista através de um leilão, realizado entre 12h22 e 12h32 (horário de Brasília), a uma taxa aceita em R$ 1,7228. Na ocasião, a moeda operava em queda de 0,52%, mais acentuada do que a vista no fechamento.

Fonte: Infomoney

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Soyez craintifs quand les autres sont avides, soyez avides quand les autres sont craintifs.” Cet adage boursier, Warren Buffett, l’homme d’affaires américain multimilliardaire de 79 ans et star de Wall Street le respecte depuis toujours à la lettre.

En 2000, le “papy” de la finance était d’ailleurs resté parfaitement indifférent à l’euphorie générale autour des valeurs Internet, figurant ainsi parmi les rares investisseurs épargnés par l’éclatement de la bulle. Aujourd’hui, M. Buffett annonce au contraire des investissements en pagaille : quelques millions de dollars dans Wal-Mart, dans Exxon, et même plusieurs milliards dans une compagnie de chemin de fer. Au moment même où le marché s’inquiète.

L’évolution des indices à Paris, Londres, New York et Tokyo observée entre le lundi 16 et le vendredi 20 novembre, témoigne en effet de la frilosité et des hésitations des investisseurs. Sur la période, le CAC 40 a cédé 2,01 %, retombant à 3 729,36 points… un niveau de mars 1998. Le Footsie de Londres a lui reculé de 0,85 %, quand le S & P 500 aux Etats-Unis et le Nikkei au Japon cédaient respectivement 0,19 % et 2,79 %.

Le “papy de la finance”, aura-t-il raison contre la foule des investisseurs ? “Warren Buffett s’est parfois trompé “, prévient Jean-Louis Mourier, analyste chez Aurel BGC. De fait, pour la plupart des experts, les hésitations du marché ne sont pas absurdes, loin de là. Car si la reprise de l’économie mondiale est maintenant acquise, il y a beaucoup de “mais” à ajouter. Le premier est que cette reprise sera molle.

Jeudi 19 novembre, les prévisions de l’Organisation de coopération et de développement économiques (OCDE) ont confirmé que les trente pays de l’organisation sortiront de la récession en 2009, mais avec une croissance réduite à 1,9 % en 2010. La reprise sera “modeste” et soumise à de “fortes” incertitudes, a prévenu l’organisation.

Les statistiques de mises en chantier aux Etats-Unis, en net recul sur le mois d’octobre (- 10,9 %) indicateur clé, ont aussi illustré cette semaine l’aspect chaotique de la reprise. A Londres, c’est la banque spécialisée dans le crédit immobilier Nationwide, qui a refroidi les investisseurs sur le même sujet, en disant s’attendre à une importante rechute des prix de l’immobilier en 2010.

Pour les autres secteurs de l’économie, les dirigeants d’entreprise ne sont guère plus enthousiasmants. Le groupe agroalimentaire Danone a indiqué mercredi que les effets de la crise, la hausse du chômage et la réduction progressive des aides à l’économie, allaient peser sur les dépenses de consommation. Et aux Etats-Unis, l’éditeur de logiciels d’entreprise Autodesk et Salesforce.com ont fait état de résultats décevants, montrant que la reprise de l’industrie technologique n’était pas franchement explosive.

Quant à ceux qui croient néanmoins à une reprise franche et massive, ils ont aussi des motifs d’inquiétude. Les politiques budgétaires et monétaires d’après-crise sauront-elles gérer la transition ?

“Il y a un risque de gâcher la reprise”, alerte Marc Touati, directeur des études économiques chez Global Equities. De fait, la croissance va s’accompagner mécaniquement d’une reprise de l’inflation. M. Touati redoute alors de voir resurgir la Banque centrale européenne. Réputé pour son obsession à contenir la hausse des prix, l’institut monétaire pourrait décider d’une remontée des taux d’intérêt directeurs. Or, l’opération sera forcément mal accueillie par le marché, car elle contribue à renchérir le coût des crédits, et bride la croissance.

Bref, après s’être en peu emballés en voyant l’économie mondiale sortir du tunnel – les marchés en Europe et aux Etats-Unis ont gagné 50 % depuis mars – “les investisseurs sont un peu perdus”, commente Vincent Juvyns, spécialiste des investissements chez ING IM.

Pour autant, il n’y a pas lieu de crier à la catastrophe. Selon lui, le CAC 40 a encore une bonne marge de progression, et pourrait atteindre 4 500 points en 2010. Doucement et avec des yo-yo réguliers, mais tout de même. Certains experts croient notamment au potentiel des valeurs de l’énergie verte, des technologies de l’information ou des valeurs du secteur des télécommunications, peu spéculatives mais offrant un bon rendement.

Autrement dit, M. Buffett a peut-être bien raison d’acheter dès maintenant, avant tout le monde. “Le but est de découvrir des compagnies extraordinaires à des prix ordinaires, et non des compagnies ordinaires à des prix extraordinaires”, se plaît d’ailleurs à rappeler le septuagénaire.

Claire Gatinois

Fonte: Le Monde

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À beira de uma concordata, o CIT Group conseguiu um empréstimo de US$ 4,5 bilhões junto a novos credores, conforme nota divulgada pela financiadora na última quarta-feira (28). O financiamento se estende até 2012 e está garantido por US$ 30 bilhões em ativos do CIT Group, os mesmos que serviram para assegurar empréstimo de US$ 3 bilhões, recebido há poucos meses. Ou perdoa ou troca Caso a companhia entre em falência, esses novos credores serão os primeiros a receber os recursos oriundos da liquidação dos ativos do CIT, que visa reestruturar seu perfil de endividamento antes que US$ 800 milhões em obrigações vençam no final de novembro. Além disso, o CIT Group tenta convencer seus credores para que perdoem ao menos US$ 5,7 bilhões em dívidas, ou troquem-nas por notas de maior vencimento. Em meio ao cenário, os papéis do CIT Group sobem 9% no pré-market de Wall Street

Fonte: Infomoney

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Uma nova ordem está emergindo em Wall Street depois da pior crise financeira desde a Grande Depressão, e nela apenas dois vitoriosos começam a se avultar por sobre o grupo um pouco mais amplo de titãs das finanças que costumavam dominar o setor.

Na quinta-feira, o JPMorgan Chase se tornou o mais recente dos grandes bancos americanos a anunciar resultados estelares para o segundo trimestre deste ano. O lucro de US$ 2,7 bilhões que o grupo anunciou, depois de um anúncio igualmente positivo pelo Goldman Sachs, demonstra até que ponto os esforços do governo para impedir um colapso completo do setor financeiro também prepararam o terreno para um estreitamento do mercado e uma concentração cada vez mais forte de poderio financeiro.

“Um dos temas que estão em destaque por aqui é o fato de que o JPMorgan Chase e o Goldman Sachs emergiram da situação como claros vencedores, como os últimos dos sobreviventes”, diz Robert Reich, professor da Universidade da Califórnia em Berkeley e secretário do Trabalho durante o governo Clinton.

Ambos os bancos agora ocupam posições dominantes na Wall Street pós-resgate, depois de se beneficiarem de bilhões de dólares em assistência vinda dos contribuintes e de empréstimos governamentais de baixo custo a fim de derrotar outras instituições que ainda continuam a enfrentar problemas. Os dois bancos estão aproveitando os tumultos nos mercados financeiros e a fraqueza que seus principais rivais continuam a demonstrar a fim de realizar bilhões de dólares de lucros com suas transações.

Em termos amplos, o pior da crise financeira já parece ter passado. No entanto, outros dos grandes bancos dos Estados Unidos, a exemplo do Citigroup e do Bank of America, ainda estão enfrentando problemas e não retomaram sua melhor forma. O Bank os America reportou trimestre lucrativo, nesta sexta-feira, mas uma sucessão de mudanças nos postos de comando e a possibilidade de que ainda restem grandes prejuízos por vir nos segmentos de cartões de crédito e imóveis comerciais vêm dificultando uma recuperação mais forte.

E temos também a legião de bancos regionais e de instituições de pequeno porte que continuam a quebrar em grande número por todo o país. Embora muitos já tenham registrado pesados prejuízos, a tendência é a de que continuem seriamente no vermelho caso a recessão se prolongue. Até agora neste ano, 53 desses bancos já quebraram, e a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), a instituição do governo que garante os depósitos bancários, está se preparando para mais dezenas de falências.

É claro que as incertezas quanto à economia significam que o Goldman Sachs e o JPMorgan Chase possam estar desfrutando apenas um período frágil de predomínio, na opinião dos especialistas. O JPMorgan Chase reportou fortes quedas em suas atividades de varejo bancário, na quinta-feira, e estabeleceu provisões de mais de US$ 30 bilhões a fim de cobrir futuros prejuízos com a alta das perdas de sua divisão de carões de crédito, bem como nos segmentos de hipotecas e de empréstimos garantidos por patrimônio imobiliário.

“Ninguém poderá ser considerado imune aos problemas até que a situação do desemprego se reverta”, disse Moshe Orenbuch, analista bancário do Credit Suisse. Mas, ao menos por enquanto, o JPMorgan Chase e o Goldman Sachs estão em disparada.

“Os protagonistas mais fortes estão bem posicionados para tirar vantagem da crise, e é evidente que dominarão, em curto prazo”, disse James Reichbach, diretor da divisão financeira do grupo de auditoria e consultoria Deloitte Touche, nos Estados Unidos.

Como o Goldman Sachs, no caso do JPMorgan Chase a força renovada surge em um momento no qual o banco está saltando muito à frente de seus tradicionais rivais, especialmente no campo de investimentos, que inclui operações de títulos e ações e operações de subscrição e emissões, que ajudam empresas a colocar ações e títulos no mercado. Os operadores do banco aproveitaram bem as grandes oscilações do mercado e a ausência de alguns grandes concorrentes para registrar fortes lucros nos segmentos de renda fixa e ações.

Michael Cavanagh, o vice-presidente de finanças do JPMorgan Chase, diz que os lucros e honorários dessas divisões do banco “foram um recorde trimestral para nós e um recorde para qualquer empresa, em qualquer trimestre”. O banco, acrescentou, “está muito orgulhoso desses resultados”.

A instituição se beneficiou, igualmente, do desaparecimento de alguns rivais menores, e com isso pôde ampliar sua fatia de mercado no varejo bancário e no crédito imobiliário. Na terça-feira, quando o CIT Group, cuja especialidade era o crédito para pequenas empresas, estava negociando com o governo a fim de evitar um colapso, o JPMorgan Chase sinalizou que estava acompanhando a situação com interesse.

“Seria uma oportunidade para nós naqueles Estados, caso a CIT não se provasse capaz de continuar fornecendo empréstimos aos seus clientes”, teria dito Tom Kelly, um porta-voz do JPMorgan Chase, de acordo com a agência de notícias Dow Jones.

E a receita auferida pelo Washington Mutual, um banco de varejo que o JPMorgan Chase adquiriu no final do ano passado, está começando a ajudar os resultados da empresa. O banco também está se beneficiando de sua aquisição do Bear Stearns, facilitada pelo governo no ano passado. Com tudo isso, o JPMorgan Chase agora se transformou no líder mundial nos mercados de ações e de títulos de dívida, de acordo com a Dealogic.

Em meio a todo esse sucesso, Jamie Dimon, o presidente-executivo do JPMorgan Chase, solidificou sua posição como um dos mais poderosos e mais francos banqueiros dos Estados Unidos. Dimon desaprovou de maneira clara a ideia de assistência financeira governamental, declarando que os US$ 25 bilhões recebidos pela instituição em dezembro passado eram uma “vergonha”; em companhia do Goldman Sachs e do Morgan Stanley, seu banco liderou a pressão por uma restituição acelerada do dinheiro público recebido. Os três bancos liquidaram as dívidas junto ao governo que resultavam do programa de assistência no mês passado.

Mas a transformação do JPMorgan Chase em uma das mais fortes instituições do setor tem como base a proteção oferecida pelo governo. O banco utilizou o dinheiro público como reserva até que fosse capaz de levantar capital novo no mercado.

“Não resta dúvida de que todos nós nos beneficiamos da ajuda do governo – todos nós”, disse um importante executivo em outro banco de Wall Street.

Um porta-voz do JPMorgan Chase afirmou que o banco havia aceitado assistência a pedido do governo, mas se recusou a acrescentar quaisquer outros comentários. Poucos bancos conseguiram reverter sua situação de maneira tão completa. Há relativamente poucos anos, o JPMorgan Chase estava em dificuldades, depois de anos de gestão ineficiente e de problemas para digerir uma série de grandes aquisições. Mas, sob o comando de Dimon, a empresa reduziu seus custos e reforçou vigorosamente o seu balanço.

As consequências positivas começaram a se tornar visíveis no ano passado. Com o setor oscilando à beira do colapso, o JPMorgan Chase adquiriu o Bear Stearns em março e o Washington Mutual no final de 2008, por meio de duas transações auxiliadas pelo governo. Os clientes empresariais da instituição afirmam que seu crescente domínio permitiu maior latitude para estabelecer preços salgados pelos empréstimos e outros serviços financeiros que o JPMorgan Chase presta.

Os preços das ações do grupo subiram em 20% do começo de março para cá, e fecharam na quinta-feira a US$ 35,76.

Depois do lobby agressivo que conduziu para conseguir que o governo autorizasse o pagamento antecipado do dinheiro público recebido como assistência, Dimon também vem negociando de forma dura a recompra das certificados de ações que o governo recebeu do banco no final do ano passado em troca do apoio dos contribuintes.

O JPMorgan Chase agora está planejando permitir que o Departamento do Tesouro americano leiloe os certificados a investidores privados, depois que os dois lados se provaram incapazes de chegar a um acordo quanto a preços.

Dimon também está se preparando para uma série de batalhas em Washington. Uma delas se refere à adoção de regulamentação mais severa quanto ao uso de derivativos, um segmento no qual o banco obtém lucrativos honorários, em sua posição de um dos maiores participantes do mercado.

Uma segunda frente seria a criação de uma nova agência de proteção aos consumidores de serviços financeiros, que poderia colocar em risco a lucratividade das operações de cartões de crédito e hipotecas, caso introduza regulamentação mais dura.

Fonte: The New York Times

Tradução: Paulo Migliacci M.E.

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 As bolsas de valores de Wall Street encerraram o pregão desta segunda-feira em queda, após a American Express informar que o número de pessoas com dificuldade para efetuar pagamentos de cartão de crédito cresceu, apagando o otimismo do início do dia sobre a possibilidade de bancos voltarem a ter lucro em meio à desaceleração econômica.

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, teve oscilação negativa de 0,10 por cento, a 7.216 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq fechou em queda de 1,92 por cento, para 1.404 pontos. O índice Standard & Poor’s 500 perdeu 0,35 por cento, a 753 pontos.

Foi o primeiro pregão das bolsas de Nova York em queda depois de um período de quatro dias de alta.

A American Express, que fornece crédito a consumidores de mais alta renda, informou que sua taxa de inadimplência para cartão de crédito subiu para 8,7 por cento em fevereiro. As ações da companhia perderam 3,3 por cento, a 12,66 dólares.

Há certo tempo, eu já havia comentado aqui nesse humilde blog a respeito dos cartões de crédito. Nos EUA é normal um americano qualquer ter um, dois, três, quatro ou até cinco, cartões de crédito.

E o pior é que muitas vezes esse cidadão esta devendo os cinco cartões, dificilmente ele vai conseguir sair dessa situação, e agora num momento de crise como esse que estamos passando, crédito restrito, desemprego nas alturas, bolsas descendo ladeira abaixo e bancos quebrando.

Com essa notícia da AMEX é possível que a crise já tenha chegado à economia real, se não chegou esta chegando. Caso isso aconteça teremos tempos muito difíceis pela frente, porque até o momento o governo socorreu apenas os Bancos de Investimento, eles não podem quebrar porque numa possível quebra cria se o efeito domino e a famosa corrida bancária.

Eu não consigo imaginar o estrago causado pela quebra de empresas do porte da American Express. Isso foi apenas um sinal de como o mercado esta azedo lá fora.

Bom Dia!

Bons Negócios!

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Inflação

 

Por representarem a maior parte das despesas do brasileiro (41%), os alimentos exerceram forte pressão sobre o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2008, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta de 22,76% nos preços dos alimentos é atribuída, basicamente, a dois fatores: preços elevados dos produtos cotados no mercado internacional; e aumento da demanda por alimentos – tanto interna quanto externa. Da variação de 11,11% do grupo, 8,65% ficaram no primeiro semestre e 2,27% no segundo.

 

De acordo com o IBGE, os gastos com refeição em restaurante subiram 14,45% em 2008, figurando como a maior contribuição individual para o índice do ano: 0,55 ponto percentual. Em seguida, vieram as carnes, com alta de 24,02% e contribuição de 0,49 ponto percentual.

Entre os não-alimentícios, a principal contribuição veio do grupo de despesas pessoais (0,72 ponto percentual do IPCA de 2008), que teve variação de 7,35% no ano. O destaque ficou com os salários dos empregados domésticos, que aumentaram 11,04% e contribuíram com 0,34 ponto percentual, sendo a terceira maior contribuição individual para o índice do ano.

Outros itens relevantes foram os colégios (4,75%), planos de saúde (6,15%) e aluguel residencial (6,92%).

Por outro lado, alguns produtos contribuíram para conter o IPCA de 2008, apresentando taxas negativas. Os automóveis, com queda de 4,32% nos usados e 2,25% nos novos, foram a principal pressão de baixa no índice geral, com – 0,14 ponto percentual.

Apesar da queda nos preços da gasolina, os combustíveis fecharam 2008 com aumento de 0,55%, puxados pelo álcool (1,06%) e gás veicular (23,41%).

Em 2008, a conta de telefone fixo saiu de 0,34%, em 2007, para 3,64%, as taxas de água e esgoto saltaram de 4,82% para 7,11% e remédios de 0,54% para 3,96%.

Bolsas

 

As bolsas da Ásia encerraram a sexta-feira com leves quedas, com os investidores apreensivos com os dados de emprego nos Estados Unidos. Os analistas prevêem que a maior economia do mundo perdeu número recorde de empregos em 2008 e que a taxa de desemprego atingiu maior patamar desde a 2ª Guerra Mundial, o que significa cenário ruim para os exportadores asiáticos que pretendem vender os seus produtos aos EUA.

As previsões dos especialistas apontam para uma taxa de desemprego de 7% no ano passado.

A melhora das bolsas mundo afora e a valorização das moedas nos países emergentes tem aumentado a tolerância dos investidores por ativos de risco. No entanto, as perspectivas ruins em torno dos resultados das empresas limitam apostas mais arriscadas.

“O mercado já está preparado para as más notícias do mercado de trabalho dos EUA. Mas o verdadeiro teste é como Wall Street reagiu à notícia”, afirmou Linus Yip, estrategista no First Shanghai Securities Hong Kong.

Entre os principais índices da região, o Nikkei 225 de Tóquio caiu 0,44%, para 8.836,80 pontos, com grandes exportadores como a Honda Motor e Canon entre as maiores perdas da sessão .

O Kospi de Seul recuou 2,05%, para 1.180,96 pontos – a maior perda na região, após o banco central do país cortar a taxa de juro em 0,50 ponto percentual.

Em Hong Kong, o indicador referencial Hang Seng encerrou o pregão em baixa de 0,27%, para 14.377,44 pontos. Já na China, o índice Xangai Composto avançou 1,42%, para 1.904,860 pontos.

Fonte:

Gazeta Mercantil

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